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lula mussolini

As três derrotas da esquerda brasileira desde 1945 – e a próxima ocorrerá em breve

Getúlio Vargas, ditador fascista, criador da CLT e simpatizante do Eixo, foi deposto em 1945 após a derrota de seus aliados na II Guerra Mundial, Hitler e Mussolini, para Winston Churchill, assegurando a vitória das democracias de livre mercado.

Seu regime caiu e voltou ao poder. Cometeu suicídio em 1955 e marcou o fim no nazi-fascismo no Brasil, liberando o caminho para os comunistas capitaneados por João Goulart.

Após receber auxílio e apoio financeiro de Cuba e União Soviética, João Goulart tentou dar um golpe comunista em 1964. Novamente, a esquerda brasileira foi derrotada.

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Mentiras que os políticos fazem a população acreditar há décadas: saúde “gratuita e de qualidade”

getulio

Não há nenhum brasileiro que discorde que todos os políticos contam mentiras para ganhar eleições. Assim como não há nenhum político que ganhou uma eleição sem mentir. À primeira vista, pode parecer absurda a ideia, mas a justificativa se mostra simples de entender.

O padrão das campanhas políticas tupiniquins se baseia em quem oferece mais, quem agrada mais o eleitor, especialmente o incauto, que ignora a possibilidade da impossibilidade do cumprimento da promessa. Existem casos absurdos, como vereadores que se elegeram com a promessa de aprovar uma lei a favor da pena de morte. Dezenas de casos. E o que acontece com o político que promete apenas o que pode cumprir?

Não ganhará nem para síndico de prédio, pois suas propostas parecerão ridículas perto das dos adversários, apesar de possíveis de implementar. Nesta hora, não há opção: ou o candidato joga conforme os concorrentes ou não terá chance.

Esta introdução trata apenas de uma eleição, e desta prática de prometer o impossível deriva algo muito mais sombrio:

AS MENTIRAS PERPETUADAS PELOS POLÍTICOS E ACEITAS PELO POVO COMO VERDADES ABSOLUTAS E INQUESTIONÁVEIS

Políticos e intelectuais vão a conferências e conversam com seus pares do mundo todo. Provindos de países com realidades muito mais brandas que a nossa, com uma população mais culta e educada, conhecem países com ótima qualidade de vida e muitas garantias e regalias concedidas aos seus cidadãos pelo governo. Todo mundo feliz e satisfeito, inclusive os mandatários, os quais centralizam o poder no Estado e criam meios de se perpetuar no poder.

Os direitos e garantias oferecidos à população são lindos: saúde e educação “gratuitas” e de qualidade, muitos direitos trabalhistas, aposentadoria digna, benefícios sociais diversos, habitação para todos e até direitos mais excêntricos, como bolsa-viagem para todos, internet “gratuita e de qualidade”, implantes de silicone nos seios e cirurgias de mudança de sexo custeados pelo Estado. Tudo para satisfação do cidadão.

NOTA: Sou totalmente a favor de as pessoas serem livres para fazer as quatro últimas citadas à vontade, mas com recursos do próprio bolso. Questões privadas devem ser financiadas com dinheiro privado.

Então nosso ilustre político pensa: e se eu implantar isso no meu país? O bem-intencionado vai comprar a ideia pensando no bem-estar de seu povo. O que age de má-fé também, pois sabe que ganhando a confiança da população vai ganhar a reeleição.

O povo brasileiro é paternalista por natureza. Odeia os políticos, mas ama o Estado. Getúlio Vargas, conhecido como o pai dos pobres, conviveu com ditadores de esquerda como Musolini e Stalin e aprendeu que um Estado centralizador deve cuidar de seus cidadãos do berço ao túmulo, lhes provendo tudo o que necessitarem. Quanto mais direitos o governo lhes garantisse, mais protegidos estariam da exploração da elite. E quem não gosta de ganhar algo de graça?

Assim, o povo brasileiro se acostumou a pedir para o governo resolver seus problemas, e toda e qualquer necessidade que tenha deve ser exigida dos governantes. Isso criou um cenário fértil para as propostas mais fantasiosas e impossíveis, e outras muito pertinentes e justas, mas impossíveis de serem cumpridas pela escassez de recursos.

Conscientes disso ou não, todos os governantes mentem sistematicamente à população por dois motivos. Os ingênuos acreditam que vão conseguir dar um jeito de suprir a demanda, mesmo que por meios absurdos e embasamentos fracos. Aqueles que sabem da impossibilidade de seu cumprimento mentem aos eleitores, afirmando ser possível fazer a entrega para não perder a eleição, pois a verdade seria uma afronta e seria o fim da linha para aquele candidato. Em última análise, ambos mentem.

Para exemplificar, vou citar a mentira eternizada pelos políticos e aceita pelo povo mais emblemática:

SAÚDE PÚBLICA “GRATUITA” E DE QUALIDADE PARA TODOS

Como assim oferecer saúde “gratuita” à população é uma mentira? A Constituição obriga o Estado a fornecê-la, no artigo 196:

CF, Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

O fato de a CF obrigar o Estado a prover saúde pública a todos não é objeto de discussão, afinal a Carta Magna o encarrega de garantir este direito tão importante.

A mentira que os políticos escondem é que isso é impossível de ser cumprido pela escassez de recursos. Nenhum governo conseguiu garantir saúde ilimitada a todos. Sim, é verdade que muitos países entregam saúde pública de qualidade, especialmente em países europeus. O que eles não contam é que isso ocorre apenas nos serviços essenciais, como pronto atendimento, tratamentos, medicamentos e cirurgias para cura de doenças agudas ou crônicas. Apenas o básico. Discricionariedades como consultas e exames de rotina, dermatologia cosmética, nutricionistas, psicólogos, dentre outras, devem ser custeadas pelo próprio paciente ou plano de saúde. A fim de manter o equilíbrio das contas públicas.

Os responsáveis pela saúde nesses países sabem que se todos os cidadãos pudessem utilizar livremente os serviços de saúde, seria inviável atender a todos, pois o gasto público com saúde seria de 80% a 130% do PIB. Ou seja, o país trabalharia quase exclusivamente para bancar a saúde, especialmente os serviços não-essenciais. Isso considerando que os países mais avançados administram suas contas com eficiência.

Os países europeus mais avançados na área, como Suécia e Noruega, arrecadam mais da metade de seu PIB em tributos, administrados com zelo pelos governantes. Suas populações são de 9,5 milhões e 5 milhões, respectivamente. O equivalente a uma cidade de São Paulo e outra do Rio de Janeiro. Mesmo assim, apenas os serviços básicos são gratuitos e a outra parte deve ser paga pelo cidadão, eventualmente sendo subsidiado.

No Brasil, o quadro se agrava. Temos uma população enorme, 205 milhões, e nosso governo é altamente perdulário e ineficiente. O sistema se mostra altamente burocrático, sobrecarregado e engessado pelas muitas exigências e papelório. Cerca de 30% da verba destinada a saúde é sugada para manter a burocracia. O restante acaba sendo mal aplicado em compras a preços acima do mercado, material de má qualidade ou se degrada, como é o caso de medicamentos que vencem sem ser utilizados, e é o mesmo que está em falta em outro hospital.

Há insuficiência de recursos até para implantar pronto atendimentos em todas as cidades, burocracia e falta de planejamento geral. Quem dirá oferecer cirurgias e tratamentos “gratuitos”. Independente do cargo ser municipal, estadual ou federal, o candidato que afirma que vai resolver o problema da saúde está mentindo.

Mesmo que tenha boas intenções e realmente lute para cumprir a Constituição, nenhum eleito conseguirá fazê-lo, pois os obstáculos são enormes. Pelo fato de a prestação do serviço ser realizado pelas três esferas (municipal, estadual e federal), conflitos de agência e conflitos de interesse ocorrem o tempo todos, assim como existem casos que um responsável joga a responsabilidade para o outro.

Diversos conflitos de interesses classistas também prejudicam a prestação dos serviços de saúde, como o favoritismo de alguns médicos para atuar em determinados cargos e/ou regiões, fraudes em licitações, laboratórios e fornecedores de insumos que encarecem produtos ou agem em conluio com agentes públicos e inúmeros esquemas de corrupção. Nenhum político tem condições de alterar esse quadro, por mais aguerrido que seja. Em nível municipal, vemos muitos casos de gestões bem-sucedidas, geralmente em cidades pequenas, mas o caos é a regra.

Não obstante todo o cenário, políticos oportunistas oferecem benesses excêntricas aos eleitores como Viagra grátis, cirurgias plásticas, cirurgias bariátricas e medicamentos gratuitos. Geralmente cumprem tais promessas, mas em prejuízo da falta de itens essenciais para o funcionamento das unidades. Isto é, o eleitor tem sua pílula anti-impotência gratuita e fica feliz, mas reclama que falta gaze e combustível na ambulância no pronto socorro. Como o governante não mostra suas despesas e os cidadãos não procuram se informar, desconhecem que ambas são causa e efeito entre si. Para o político, vira um tiro no pé, pois vai ser lembrado pelos problemas e não se reelege.

Saúde é algo que mexe com a cabeça do eleitor e candidatos precisam de apoio popular para se eleger, e a usam como plataforma política para sua base. Por exemplo, um candidato que oferece exames pré-natal completos “gratuitos” para todas as eleitoras, com acompanhamento de nutricionistas e psicólogos.

O candidato fica bem na foto, mas como no parágrafo anterior, recursos preciosos para atividades essenciais, como remoção e atendimento de emergências, são sugados por outras menos relevantes, como nutricionistas e psicólogos, que poderiam ser custeadas pela própria gestante com pouco ou nenhum prejuízo do acompanhamento pré-natal.

No final, faltará dinheiro para tudo. A atendimento dos PS´s e hospitais serão de péssima qualidade e o atendimento às gestantes também passará por cortes ou cancelamentos. O candidato que fez tal promessa mente, pois não há recursos para tudo.

Após esta longa explanação, concluímos que uma mentira que todos os governantes eternizam é a possibilidade da saúde pública “gratuita” e de qualidade. Da forma que o sistema está organizado hoje, isso é inviável. No passado, nenhum governante conseguiu entregar, devido às características de nosso povo, território e organização. Muitas propostas são feitas para a saúde, e as mais consistentes envolvem o setor privado, como distribuição de vouchers para a população. Outra, mais controversa, sugere o pagamento de um seguro-saúde para todos os cidadãos. Sendo este assunto de outro post, não vou me alongar, mas uma coisa é certa:

TODOS OS POLÍTICOS QUE DISSERAM SER POSSÍVEL FORNECER SAÚDE “GRATUITA” E DE QUALIDADE A TODOS OS CIDADÃOS MENTIRAM. NO BRASIL, TODOS PROMETEM E NINGUÉM CONSEGUIU CUMPRIR. DA FORMA COMO O SISTEMA ESTÁ ORGANIZADO HOJE, É ECONOMICAMENTE INVIÁVEL. QUEM CONTRARIAR ISSO MENTE.