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A próxima revolução econômica da humanidade – Parte 2

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Na introdução sobre a próxima revolução econômica da humanidade (veja aqui), descreveu-se de forma sucinta o histórico dos principais avanços da humanidade, necessários para o surgimento do vindouro.

A revolução da informação se mostra condição necessária para seu acontecimento, assim como a automação industrial. E a próxima revolução econômica da humanidade é:

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Saiba qual será a próxima revolução econômica da humanidade – Parte 1

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A história da humanidade é marcada por revoluções desde o princípio. Saímos da pré-história com o advento da escrita, ao qual se seguiu o descobrimento da roda, do fogo e da agricultura. Cada passo trouxe avanços consideráveis para nossa espécie.

A idade moderna se iniciou com a primeira revolução industrial, a qual incrementou a produção de bens de consumo e barateou seus preços, possibilitando que as massas adquirissem sapatos, roupas e alimentos antes acessíveis apenas aos mais abastados.

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Se você quer educação de qualidade, não vá para a escola!

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Flavio Augusto da Silva, fundador do WiseUp. Nunca frequentou universidade e é o maior defensor da auto-educação na atualidade.

Um dos clamores sociais mais recorrentes diz respeito a “educação pública gratuita de qualidade para todos”. Em um mundo desenvolvido, esse é um excelente objetivo a se alcançar. Ele será possível a partir do momento que os brasileiros desapeguem de dois  dos termos: gratuita e pública.

Em primeiro lugar, nada é gratuito. Os professores não fazem trabalho voluntário, precisam e devem ser remunerados pelo seu importante trabalho. As editoras também não doam os livros, pois não são instituições de caridade. Assim como os demais fornecedores de material, dependem da receita da venda de seus produtos para sobreviver. Não é porque o aluno ou seus pais não pagam pelo ensino e material didático que a escola é gratuita. Simplesmente, outras pessoas bancam sua educação por meio de impostos. E um pessoa que deseja aprender e evoluir de verdade não se preocupa se o ensino é gratuito e pagará pelo conhecimento. Caso não tenha recursos financeiros suficientes, achará uma caminho para aprender, comprando material em sebos, na internet, doações ou trocas. Muitos  pobres e miseráveis cheios de determinação prosperaram a duras penas, buscando o saber mesmo sem dinheiro no bolso. Definitivamente, a palavra gratuito não cabe aqui.

Então vamos à palavra público. Desde os tempo de Getúlio Vargas, o povo brasileiro acredita que o governo deve ser o responsável por cuidar das necessidades da população e a ensinou a cobrá-lo por isso. O problema é que todos os governos mentem para o povo, como no caso da saúde, descrito neste link (Políticos mentem porque a população se sente melhor assim). O mesmo vale para a educação: o Estado promete algo que não tem recursos financeiros, materiais e humanos para cumprir e engana o povo.

Da mesma forma que aquele cafajeste que promete uma mansão para sua parceira quando se casarem, mesmo estando desempregado e falido, com o único objetivo de seduzi-la. Some depois que consegue o que quer e volta quando a deseja de novo, fazendo a mesma falsa promessa. O político que promete educação de qualidade para se eleger faz a mesmíssima coisa. Após a eleição, desaparece, Quatro anos depois, retorna e promete de novo educação de qualidade sem recursos para cumprir.

Em países como Cingapura, Suécia e Suíça funciona o sistema de vouchers, no qual cada estudante ganha um crédito do governo para estudar no colégio privado de sua preferência, e tais nações lideram o ranking de educação da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Portanto, podemos e devemos eliminar a palavra público pela sua inviabilidade prática. Então ficamos com o que realmente importa:

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Entender economia básica: pré-requisito para discutir política

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A despeito de todo o caos instaurado pelos governos do PT e PSDB no Brasil, um efeito positivo tem vindo à tona, mesmo que de modo incipiente: o aumento do interesse do brasileiro pelas questões políticas.

Por outro lado, a falta de conhecimento sobre política pela população como um todo prejudica o debate, pois todos tentam discutir sobre um tema muito complexo sem os fundamentos teóricos necessários.

Por incrível que pareça, os cidadãos mais instruídos se mostram ainda menos capacitados ao debate, por não estar em contato com a realidade nua e crua da economia real ou por terem sido expostos a doutrinas perniciosas como o marxismo, keynesianismo, socio-construtivismo e outras aberrações criadas por intelectuais. Infelizmente, o efeito do estudo dessas matérias resulta no contrário do esperado: o estudante fica MENOS capacitado a discutir política, pois utiliza uma base teórica falsa, sem correspondência com a realidade. Na prática, se mostra mais ignorante em comparação com alguém que nunca estudou.

Este post fala sobre como nossos graduados, mestres e doutores são semianalfabetos políticos, em sua grande maioria:  Recado aos cidadãos mais abastados e instruídos do Brasil

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Recado aos cidadãos mais abastados e instruídos do Brasil

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A grave crise econômica e política no Brasil tem trazido maior interesse da população como um todo sobre assuntos políticos. Escrevendo artigos sobre o tema, converso com pessoas de todas as cores, raças, crenças, formações, estilos de vida e classes sociais. Normalmente, os mais humildes se mostram mais abertos ao diálogo e tendem a não defender nenhum partido ou político, e tendem a ter maior vontade de aprender sobre o tema, dado os enormes problemas que os governantes atuais causaram para eles.
Posto isso, os mais humildes entendem com facilidade que uma sociedade com menos cargos comissionados e empresas públicas para políticos poderem roubar e usar como barganha faz bem para a sociedade. Pobres se mostram mais abertos às ideias liberais e as compreendem com clareza. No debate político, a vergonha do Brasil é outro grupo:
PESSOAS COM BOA FORMAÇÃO ACADÊMICA, BOA COLOCAÇÃO PROFISSIONAL E QUE SE ENCAIXAM NOS 10% MAIS RICOS DO PAÍS, MAS QUE SÃO SEMI-ANALFABETOS POLÍTICOS
Desta vez, não falo dos estudantes e professores de história, ciências sociais, filosofia ou outros cursos da área, pois esses foram corrompidos pelo marxismo de forma irrecuperável, na esmagadora maioria das vezes. Por serem um grupo social minúsculo e terem a mente fechada a tudo que não faz parte da religião  cultura marxista, não há possibilidade de diálogo. Estão descartados, pois defendem um partido acima do Brasil.

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Mentiras que os políticos fazem a população acreditar há décadas: saúde “gratuita e de qualidade”

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Não há nenhum brasileiro que discorde que todos os políticos contam mentiras para ganhar eleições. Assim como não há nenhum político que ganhou uma eleição sem mentir. À primeira vista, pode parecer absurda a ideia, mas a justificativa se mostra simples de entender.

O padrão das campanhas políticas tupiniquins se baseia em quem oferece mais, quem agrada mais o eleitor, especialmente o incauto, que ignora a possibilidade da impossibilidade do cumprimento da promessa. Existem casos absurdos, como vereadores que se elegeram com a promessa de aprovar uma lei a favor da pena de morte. Dezenas de casos. E o que acontece com o político que promete apenas o que pode cumprir?

Não ganhará nem para síndico de prédio, pois suas propostas parecerão ridículas perto das dos adversários, apesar de possíveis de implementar. Nesta hora, não há opção: ou o candidato joga conforme os concorrentes ou não terá chance.

Esta introdução trata apenas de uma eleição, e desta prática de prometer o impossível deriva algo muito mais sombrio:

AS MENTIRAS PERPETUADAS PELOS POLÍTICOS E ACEITAS PELO POVO COMO VERDADES ABSOLUTAS E INQUESTIONÁVEIS

Políticos e intelectuais vão a conferências e conversam com seus pares do mundo todo. Provindos de países com realidades muito mais brandas que a nossa, com uma população mais culta e educada, conhecem países com ótima qualidade de vida e muitas garantias e regalias concedidas aos seus cidadãos pelo governo. Todo mundo feliz e satisfeito, inclusive os mandatários, os quais centralizam o poder no Estado e criam meios de se perpetuar no poder.

Os direitos e garantias oferecidos à população são lindos: saúde e educação “gratuitas” e de qualidade, muitos direitos trabalhistas, aposentadoria digna, benefícios sociais diversos, habitação para todos e até direitos mais excêntricos, como bolsa-viagem para todos, internet “gratuita e de qualidade”, implantes de silicone nos seios e cirurgias de mudança de sexo custeados pelo Estado. Tudo para satisfação do cidadão.

NOTA: Sou totalmente a favor de as pessoas serem livres para fazer as quatro últimas citadas à vontade, mas com recursos do próprio bolso. Questões privadas devem ser financiadas com dinheiro privado.

Então nosso ilustre político pensa: e se eu implantar isso no meu país? O bem-intencionado vai comprar a ideia pensando no bem-estar de seu povo. O que age de má-fé também, pois sabe que ganhando a confiança da população vai ganhar a reeleição.

O povo brasileiro é paternalista por natureza. Odeia os políticos, mas ama o Estado. Getúlio Vargas, conhecido como o pai dos pobres, conviveu com ditadores de esquerda como Musolini e Stalin e aprendeu que um Estado centralizador deve cuidar de seus cidadãos do berço ao túmulo, lhes provendo tudo o que necessitarem. Quanto mais direitos o governo lhes garantisse, mais protegidos estariam da exploração da elite. E quem não gosta de ganhar algo de graça?

Assim, o povo brasileiro se acostumou a pedir para o governo resolver seus problemas, e toda e qualquer necessidade que tenha deve ser exigida dos governantes. Isso criou um cenário fértil para as propostas mais fantasiosas e impossíveis, e outras muito pertinentes e justas, mas impossíveis de serem cumpridas pela escassez de recursos.

Conscientes disso ou não, todos os governantes mentem sistematicamente à população por dois motivos. Os ingênuos acreditam que vão conseguir dar um jeito de suprir a demanda, mesmo que por meios absurdos e embasamentos fracos. Aqueles que sabem da impossibilidade de seu cumprimento mentem aos eleitores, afirmando ser possível fazer a entrega para não perder a eleição, pois a verdade seria uma afronta e seria o fim da linha para aquele candidato. Em última análise, ambos mentem.

Para exemplificar, vou citar a mentira eternizada pelos políticos e aceita pelo povo mais emblemática:

SAÚDE PÚBLICA “GRATUITA” E DE QUALIDADE PARA TODOS

Como assim oferecer saúde “gratuita” à população é uma mentira? A Constituição obriga o Estado a fornecê-la, no artigo 196:

CF, Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

O fato de a CF obrigar o Estado a prover saúde pública a todos não é objeto de discussão, afinal a Carta Magna o encarrega de garantir este direito tão importante.

A mentira que os políticos escondem é que isso é impossível de ser cumprido pela escassez de recursos. Nenhum governo conseguiu garantir saúde ilimitada a todos. Sim, é verdade que muitos países entregam saúde pública de qualidade, especialmente em países europeus. O que eles não contam é que isso ocorre apenas nos serviços essenciais, como pronto atendimento, tratamentos, medicamentos e cirurgias para cura de doenças agudas ou crônicas. Apenas o básico. Discricionariedades como consultas e exames de rotina, dermatologia cosmética, nutricionistas, psicólogos, dentre outras, devem ser custeadas pelo próprio paciente ou plano de saúde. A fim de manter o equilíbrio das contas públicas.

Os responsáveis pela saúde nesses países sabem que se todos os cidadãos pudessem utilizar livremente os serviços de saúde, seria inviável atender a todos, pois o gasto público com saúde seria de 80% a 130% do PIB. Ou seja, o país trabalharia quase exclusivamente para bancar a saúde, especialmente os serviços não-essenciais. Isso considerando que os países mais avançados administram suas contas com eficiência.

Os países europeus mais avançados na área, como Suécia e Noruega, arrecadam mais da metade de seu PIB em tributos, administrados com zelo pelos governantes. Suas populações são de 9,5 milhões e 5 milhões, respectivamente. O equivalente a uma cidade de São Paulo e outra do Rio de Janeiro. Mesmo assim, apenas os serviços básicos são gratuitos e a outra parte deve ser paga pelo cidadão, eventualmente sendo subsidiado.

No Brasil, o quadro se agrava. Temos uma população enorme, 205 milhões, e nosso governo é altamente perdulário e ineficiente. O sistema se mostra altamente burocrático, sobrecarregado e engessado pelas muitas exigências e papelório. Cerca de 30% da verba destinada a saúde é sugada para manter a burocracia. O restante acaba sendo mal aplicado em compras a preços acima do mercado, material de má qualidade ou se degrada, como é o caso de medicamentos que vencem sem ser utilizados, e é o mesmo que está em falta em outro hospital.

Há insuficiência de recursos até para implantar pronto atendimentos em todas as cidades, burocracia e falta de planejamento geral. Quem dirá oferecer cirurgias e tratamentos “gratuitos”. Independente do cargo ser municipal, estadual ou federal, o candidato que afirma que vai resolver o problema da saúde está mentindo.

Mesmo que tenha boas intenções e realmente lute para cumprir a Constituição, nenhum eleito conseguirá fazê-lo, pois os obstáculos são enormes. Pelo fato de a prestação do serviço ser realizado pelas três esferas (municipal, estadual e federal), conflitos de agência e conflitos de interesse ocorrem o tempo todos, assim como existem casos que um responsável joga a responsabilidade para o outro.

Diversos conflitos de interesses classistas também prejudicam a prestação dos serviços de saúde, como o favoritismo de alguns médicos para atuar em determinados cargos e/ou regiões, fraudes em licitações, laboratórios e fornecedores de insumos que encarecem produtos ou agem em conluio com agentes públicos e inúmeros esquemas de corrupção. Nenhum político tem condições de alterar esse quadro, por mais aguerrido que seja. Em nível municipal, vemos muitos casos de gestões bem-sucedidas, geralmente em cidades pequenas, mas o caos é a regra.

Não obstante todo o cenário, políticos oportunistas oferecem benesses excêntricas aos eleitores como Viagra grátis, cirurgias plásticas, cirurgias bariátricas e medicamentos gratuitos. Geralmente cumprem tais promessas, mas em prejuízo da falta de itens essenciais para o funcionamento das unidades. Isto é, o eleitor tem sua pílula anti-impotência gratuita e fica feliz, mas reclama que falta gaze e combustível na ambulância no pronto socorro. Como o governante não mostra suas despesas e os cidadãos não procuram se informar, desconhecem que ambas são causa e efeito entre si. Para o político, vira um tiro no pé, pois vai ser lembrado pelos problemas e não se reelege.

Saúde é algo que mexe com a cabeça do eleitor e candidatos precisam de apoio popular para se eleger, e a usam como plataforma política para sua base. Por exemplo, um candidato que oferece exames pré-natal completos “gratuitos” para todas as eleitoras, com acompanhamento de nutricionistas e psicólogos.

O candidato fica bem na foto, mas como no parágrafo anterior, recursos preciosos para atividades essenciais, como remoção e atendimento de emergências, são sugados por outras menos relevantes, como nutricionistas e psicólogos, que poderiam ser custeadas pela própria gestante com pouco ou nenhum prejuízo do acompanhamento pré-natal.

No final, faltará dinheiro para tudo. A atendimento dos PS´s e hospitais serão de péssima qualidade e o atendimento às gestantes também passará por cortes ou cancelamentos. O candidato que fez tal promessa mente, pois não há recursos para tudo.

Após esta longa explanação, concluímos que uma mentira que todos os governantes eternizam é a possibilidade da saúde pública “gratuita” e de qualidade. Da forma que o sistema está organizado hoje, isso é inviável. No passado, nenhum governante conseguiu entregar, devido às características de nosso povo, território e organização. Muitas propostas são feitas para a saúde, e as mais consistentes envolvem o setor privado, como distribuição de vouchers para a população. Outra, mais controversa, sugere o pagamento de um seguro-saúde para todos os cidadãos. Sendo este assunto de outro post, não vou me alongar, mas uma coisa é certa:

TODOS OS POLÍTICOS QUE DISSERAM SER POSSÍVEL FORNECER SAÚDE “GRATUITA” E DE QUALIDADE A TODOS OS CIDADÃOS MENTIRAM. NO BRASIL, TODOS PROMETEM E NINGUÉM CONSEGUIU CUMPRIR. DA FORMA COMO O SISTEMA ESTÁ ORGANIZADO HOJE, É ECONOMICAMENTE INVIÁVEL. QUEM CONTRARIAR ISSO MENTE.