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Che Guevara: como defender o comunismo estimula o capitalismo

A direita é tão generosa e tolerante que permite que se defenda assassinos como Che Guevara, Fidel Castro, Stalin, Lenin, Mao sem tirar a liberdade de expressão de seus apoiadores.
 
O mais irônico é que os mesmos marxistas e fabianos que combatem o capitalismo movimentam centenas de milhões de dólares na defesa de seus ídolos, que lutavam contra a liberdade de expressão e mataram milhões. Paradoxalmente, a luta comunista promove o capitalismo
 
Este repórter do JM do SBT manda a real:
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A culpa que os cidadãos têm em engordar os lucros dos bancos

lições mais importantes sobre finanças

Este é o momento de revolta contra os bancos, seus lucros e o consumismo do povo brasileiro, que os alimenta. Todos reclamam que os bancos ganham muito dinheiro e exploram a população, mas se recusam a mudar comportamentos que alimentam esse quadro. Há muita hipocrisia e ignorância por parte dos brasileiros com relação aos bancos.

Mas preciso falar que as instituições financeiras ganham bilhões por aqui por um único motivo:

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6 qualidades que exigem grande responsabilidade

As pessoas que se destacam na sociedade possuem 6 qualidades que podem gerar boas ou más consequências, conforme o uso que for feito. Elas são: riqueza material, poder, fama, inteligência, beleza física e comunicação. 

Para a maioria das pessoas, são vistas como bênçãos e/ou privilégios, mas para os mais esclarecidos, tratam-se de grandes responsabilidades. A moralidade de seu usufrutuário definirá se os frutos serão bons ou maus, e o destino de longo prazo de seu detentor. Muitas vezes, uma pessoa que está de posse de um destes seis privilégios pode se sentir mais autoconfiante do que realmente é, mas após algum tempo, os resultados virão de acordo com a qualidade das ações.

Uma pessoa rica ou que possua muitos bens tem grande responsabilidade em dar o melhor destino para estes recursos, pois tem a oportunidade de beneficiar muitas pessoas e contribuir para melhorar a sociedade. Por outro lado, se empregar os recursos apenas para satisfazer seus próprios desejos, causará sua própria ruína. Aquilo que foi um privilégio se torna autodestruição, se faltar a responsabilidade.

Um indivíduo poderoso, assim como o afortunado, possui grande responsabilidade sobre o emprego deste. Caso seja humilde e o utilize para beneficiar sua família, seus clientes, empregados, sócios de negócios e demais partes com quem se relaciona, colherá bons frutos. Caso deseje usar o poder de mando apenas para satisfação do próprio orgulho e das próprias vontades, este perecerá. O poder consiste de mais uma prova escorregadia.

A fama é perseguida por muitos, como forma de obter destaque social. Ela tem a característica especial de poder se mostrar boa ou ruim, a depender do caráter do indivíduo e da forma como foi obtida. De todos os benefícios, se mostra o mais passageiro e difícil de manter por longo tempo, pois uma má ação pode jogar a celebridade no ostracismo. Uma pessoa cuja presença seja muito valorizada em uma época pode ser rapidamente esquecida. Justamente por essa característica de transitoriedade e ausência de frutos por si só, a fama se mostra a mais ilusória de todas.

A inteligência é a bênção mais dependente da discrição e humildade, pois possui utilidades quase infinitas. Se for utilizada em obras úteis, se mostra de grande valia. Ela é a base de quase todo o progresso científico e tecnológico, como a melhoria da informática, medicamentos, construções e meios de transporte, tem grande valor, pois toda a inovação se inicia na mente humana. Por outro lado, quando aplicada em interesses escusos, como elaboração de leis que prejudicam a sociedade, esquemas de corrupção ou armas com grande potencial destrutivo, traz grandes prejuízos à sociedade e a seus detentores. A moralidade é a chave.

A beleza física é uma qualidade muito valorizada em nossa sociedade, especialmente a feminina. É fato inquestionável que pessoas bonitas recebem tratamento diferenciado em qualquer lugar que frequentem. Aí reside a prova: muitas pessoas, especialmente as mulheres, procuram obter benefícios materiais e sociais pelo abuso da boa aparência, procurando casamentos por interesse, destaque nos meios por onde andam, obtenção de benefícios e atenção de todos. A beleza se mostra quase indispensável em casamentos por interesse, sendo bastante utilizada pelos indivíduos de ambos os sexos. Mais uma vez, a moralidade é fundamental, pois o mau emprego da boa aparência pode trazer consequências nefastas, especialmente quando a pessoa ganha idade e ela declina. Pessoas que não cultivam outras qualidades além da beleza frequentemente terminam a vida em más condições materiais e psicológicas.

A comunicação e socialização se mostram dons importantes, pois possibilitam a união de pessoas para diversos fins. Artistas, políticos, religiosos, oradores, professores e pessoas populares dominam muito bem a arte da oratória e do bom relacionamento. Caso busquem a união em torno de um propósito edificante e saudável, seus benefícios serão imensos. Porém, se buscarem a divisão, o sectarismo e a satisfação do próprio ego, as consequências serão negativas para quem os segue e para si mesmos. Elas cativarão mais pelo exemplo do que pela retórica, e o uso responsável desta habilidade pode interferir fortemente no destino do indivíduo.

No jargão da contabilidade, todo ativo tem um passivo correspondente de de mesmo valor. Aplicando na vida real, pode-se dizer que todo dom, toda habilidade e toda benção têm como contrapartida uma responsabilidade pelo seu bom emprego. O resultado pode ser lucro ou prejuízo (moral).

Limite seus desejos e não dependa do dinheiro para ser feliz

A maioria das pessoas busca a felicidade, mas acredita que a conquistará quando todos os seus desejos forem satisfeitos. Por isso, o conceito de felicidade é tão controverso. Ao se fazer a pergunta “o que é felicidade?” a um milhão de pessoas, jamais serão obtidas duas respostas idênticas. Em nossa sociedade, ela é altamente correlacionada com dinheiro, trazendo à tona uma questão altamente polêmica, que é “Dinheiro traz felicidade?”. Fiz minha pesquisa pessoal e encontrei minha própria resposta.

Para isso encontrei duas respostas, uma absoluta e outra relativa. A absoluta é: o dinheiro aumenta a felicidade até uma certa quantia que permite o atendimento das necessidades básicas e acesso a produtos e serviços que melhoram a qualidade de vida, como um bom plano de saúde e boas escolas para os filhos. Após essa fronteira, sua contribuição para o aumento da satisfação é pequeno. Conforme estudo da Universidade de Michigan, esta fronteira se situa entre US$ 60 mil e US$ 110 mil, dependendo da região. Grosso modo, aqui no Brasil esta faixa varia entre R$ 60 mil e R$ 110 mil. Até esta faixa de renda, o dinheiro contribui fortemente para o aumento de felicidade, isso é comprovado cientificamente.

Mas dou um aviso: o dinheiro é PARTE da felicidade, outros fatores devem ser considerados, como relacionamento familiar, nível de educação, atividade religiosa, satisfação com o trabalho, alternativas de lazer, dentre tantas. O dinheiro é importante para a felicidade, mas não podemos tomar a parte pelo todo.

Agora dou a parte relativa da resposta: observei um ponto em comum em todas as pessoas que a possuem em maior grau: elas limitam seus desejos. Não desejar trocar de carro ou viajar várias vezes para o exterior todo ano, consumir apenas o essencial, sem excessos, não ter hobbies caros, dentre outros, faz as pessoas dependerem menos do dinheiro para conquistar a felicidade. Por isso vemos pessoas com poucos recursos financeiros com alto grau de felicidade e muitos ricos altamente insatisfeitos e ansiosos. Qual a diferença entre eles? Um limita seus desejos, o outro não.

Quando colocamos como para nossa felicidade a compra de bens e serviços que consomem muitos recursos financeiros, viramos escravos da sociedade de consumo. O segredo para limitar a influência do dinheiro e da matéria é não querer tudo o que vê nos anúncios e desejar comprar menos, especialmente bens supérfluos. Assim como a grande maioria da sociedade, luto arduamente contra os meus desejos e estou muito longe de vencer.

Quem não deseja, não sofre. O desapego da matéria aumenta a felicidade.

Dívida e consumismo: as drogas mais nocivas à sociedade

Muito se fala sobre o mal que as drogas lícitas e ilícitas causam. Claro que elas são terríveis e as consequências deletérias leva uma parcela significativa da sociedade à ruína. Mas existem dois vícios relacionados que também são muito perigosos porque atingem uma parcela muito maior da sociedade, apesar de os danos serem apenas à saúde mental: o consumismo desenfreado e a dívida contraída para sustentá-lo.

Consumismo e dívidas trazem doenças, danos à saúde física e mental, destroem famílias, causam divórcios, falências empresariais, desemprego e miséria total. Ressalto que a nocividade do consumismo e dívidas é subestimado em nossa sociedade, e deveria ser considerado uma epidemia, com atuação forte do governo e de profissionais na prevenção, como ocorre com viciados em drogas, tabaco e álcool. O que nos resta é a educação que os pais dão em casa, muitas vezes eles próprios levando à dependência do consumo.

Um brasileiro que tenha um saldo bancário de 1 real e não tenha dívidas de nenhum tipo é mais “rico” que 40% da população. Ou seja, 40% das pessoas ainda ficariam com débitos se vendessem tudo o que tem. Isso é alarmante e mostra o quanto o problema é grave.

Ainda existem outras pessoas que possuem bens financiados, como imóveis e carros, mas que se perderem sua fonte de renda, não teriam como arcar e veriam seu patrimônio virar pó. os que estão nessa situação representam mais 20%. Elas têm a crença de que não se constrói patrimônio sem fazer dívidas, o que pode ser muito perigoso se feito de forma imprudente.

Somente 25% dos brasileiros possuem poupança ou algum investimento, o que é bastante preocupante, pois se alguma despesa imprevista como um conserto caro de imóvel ou carro, ou doença não coberta pelo plano de saúde podem forçar a pessoa a contrair dívidas e prejudicar seu bem-estar e de sua família.

Quais são as causas desse problema social grave?

  1. Falta de educação financeira formal – Apesar de haver vasto material sobre educação financeira no mercado, não aprendemos educação financeira na escola. Isso significa que apenas uma minoria irá atrás do conhecimento de maneira voluntária, ou forçada por uma situação difícil na qual precisa de uma saída urgente. Dinheiro ainda é tabu na maioria das famílias e a escola não aborda, por isso a sociedade precisa vencer esta barreira como já superou outras, pelo bem do povo.
  2. Educação financeira pobre em casa – Como as crianças não tiveram educação financeira na escola, a maioria aprende sobre ela em casa com os pais, familiares ou amigos. O problema grave é que estas pessoas frequentemente têm maus hábitos em lidar com o dinheiro, transmitindo conhecimentos equivocados e perpetuando erros e maus ensinamentos como “o dinheiro é a raiz de todo o mal”, “dinheiro não traz felicidade”, “quem tem dinheiro resolve todos os problemas”, “os ricos são maus e gananciosos”, “só fica rico quem faz coisas erradas”, dentre milhares. Tudo isso deseduca o povo e leva as pessoas a viverem uma vida cheia de dívidas.
  3. Excesso de marketing e oferta de produtos – Todo ser humano deseja o melhor para si e para os que estima, e isso inclui a compra de produtos e serviços que atendam suas necessidades. Esta é uma necessidade legítima, até o ponto em que se passa a comprometer toda a renda ou até mais do que ganha para satisfazer esses desejos, levando à ruína financeira. Uma pessoa que atende a todos os apelos do consumo vira escrava do sistema e as consequências são gravíssimas a longo prazo. Quando a sociedade despertar para isso, as pessoas serão mais saudáveis e felizes.
  4. Grande oferta de crédito – Nos últimos dez anos, o aumento da oferta de crédito tem sido estimulada pelo governo e o bancos atenderam. A isso se soma o aumento da bancarização da população, que passou a ter acesso a estes empréstimos sem ser instruída sobre como eles funcionam, o quanto eles custam e como obter as condições mais vantajosas, tem sido péssima para a saúde financeira dos brasileiros especialmente os mais pobres. O consumidor vai ao caixa eletrônico e aparece na tela a mensagem “Você tem R$ 2.000,00 disponíveis no crédito pessoal instantâneo. Deseja contratar agora?”. E a pessoa que muitas vezes nem queria fazer o financiamento é seduzida pela facilidade de obtenção, mas isso tem uma armadilha: as taxas de juros são altíssimas, o que significa dizer que um empréstimo em 12 meses tem encargos de mais de 100% no período, ou seja, paga-se o dobro para o banco.
  5. Cheque especial e cartão de crédito – Duas armas de destruição em massa, principalmente em mãos incautas. Entrar no cheque especial e no rotativo do cartão de crédito equivale a pegar um empréstimo, mas a taxa altíssimas, que ultrapassam facilmente 300% ao ano. Isso significa que quem empresta R$ 1 mil no cartão de crédito pagará mais de R$ 4 mil ao final de um ano, sendo que R$ 3 mil são só de juros. Quando se junta crédito fácil e muita vontade de consumir, está armada a arapuca, que aprisionará o devedor por muitos anos.
  6. Financiamentos de longo prazo – Geralmente feitos para aquisição de bens de alto valor, como veículos ou imóveis. Apesar de as taxas de juros serem menores, costumam comprometer grande parte da renda por um longo período, podendo gerar queda da qualidade de vida por conta do achatamento dos ganhos disponíveis e causar problemas gravíssimos em caso de perda de emprego ou falência. Na crise das hipotecas subprime que ocorreu em 2008 nos EUA, muitas pessoas financiaram imóveis que se desvalorizaram e perderam o emprego. Foram à bancarrota quando ficaram com dívidas enormes, além de perder o imóvel. Como não se sabe o que ocorrerá daqui a 10 ou 20 anos, esse tipo de empréstimo exige cuidado redobrado.
  7. Características culturais do brasileiro – O brasileiro é consumista por natureza, cultura esta aprendida com os americanos. Os brasileiros gostam de ter o que há de melhor e mais caro, gostam de se exibir, de viajar e de desfrutar dos melhores restaurantes e viagens disponíveis. Por aqui, esta característica é mais marcante do que em outros povos, e esta sede de viver o hoje e o agora tem trazido sérios problemas financeiros a cerca de metade da população.

E qual é a solução para isso? O exato oposto do descrito acima. Levar as pessoas a refletir sobre o que, quando e quanto consomem, fomentar a educação financeira, ensinar a usar o crédito com consciência e da maneira corretas, estimular a poupança e investimento a níveis semelhantes ao de países desenvolvidos e trabalhar as questões culturais, para que as pessoas desfrutem de mais produtos e serviços preservando a saúde financeira. Desprogramar crenças pobres sobre dinheiro incutidas na mente das crianças, que atrapalham na relação saudável com as finanças e levam a sérios problemas, se não tratado.

Toda esse descaso com os problemas financeiros da população e a falta de seriedade em seu enfrentamento tem prejudicado enormemente as pessoas e famílias, especialmente as mais pobres. Muito há de ser feito por todos e um longo caminho será percorrido. Tenho fé que a sociedade compreenderá melhor as questões financeiras.