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Reflexão de aniversário 2016

33 anos. O comentário recorrente é: tá ficando velho, hein! Não sente saudades de quando tinha 20?

Aí eu respondo alto: NEM F******!!!! A única suposta vantagem que eu teria de voltar 13 anos no tempo é a disposição física. Mas nem isso. Me sinto ótimo e minha aparência e stamina estão até melhores hoje. Ou seja, nenhuma vantagem em voltar a ter 20 anos.

Obtive grande progresso nos últimos 13 anos, com a bênção de Deus! Não enxergo vantagem alguma em voltar a ter 20 anos, pois hoje me considero um ser humano mais completo, devido ao auxílio dos que me apoiam, inclusive nas ideias mais polêmicas. Vantagem de ter 20 ao invés de 33? NENHUMA. E acredito que quando eu fizer 43, não verei nenhuma vantagem em ter 33, pois a tendência geral da humanidade é de progresso, e como ser humano seguirei o fluxo da natureza.

Agradeço aos que divergem de mim por me mostrar diferentes pontos de vista e ampliar minha compreensão da realidade. Aqueles que pensam e vivem diferente sempre ensinam muitos a quem tem a mente aberta.

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GV Cast 28: A importância da auto-educação

Palestra de Flávio Augusto e Sandro Magaldi a respeito do sistema educacional e da necessidade da auto-educação.

http://gvcast.podbean.com

Homem que lava louça é mais feliz?

Saiu uma matéria na Revista Exame sobre uma pesquisa feita na Universidade de Umea, na Suécia, dizendo que o homem que lava louça é mais feliz. Para ler, abra o link abaixo:

http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/noticias/homem-que-lava-louca-e-mais-feliz-diz-pesquisa

Concordo com os pesquisadores. Saber lavar, passar, cozinhar, fazer faxina e lavar louça são as coisas mais libertadoras que um homem pode aprender. Assim, ele fica autossuficiente e não precisa se submeter à opressão feminina, ficando livre para jogar futebol e beber com os amigos sem uma mulher chata resmungando na orelha, vai ter muito menos despesas, brigas e aborrecimentos. Além de sobrar mais tempo livre para o solteiro se divertir e curtir a vida.

E se ele optar por se casar, a chance de ter um relacionamento feliz aumenta muito, pois a divisão das tarefas e contas deixa a vida mais leve para os dois lados, pois ficarão juntos por se gostar, não por necessidade. Quando há reciprocidade nas tarefas, a mulher melhora de humor e tudo fica mais leve. Isso é uma libertação, pois diminui muito o desgaste do dia-a-dia do casamento.

Eu, que conheço os dois lados, posso afirmar: o homem solteiro que lava louça é mais feliz, porque não fica refém de um casamento por necessidade (ou comodismo). E o homem casado que lava louça também é mais feliz, porque a esposa fica feliz quando os dois colaboram e a qualidade da relação melhora muito.

Minha maior riqueza

Todo dia de manhã, agradeço a Deus por todas as muitas coisas que recebi, por valorizar tudo o que tenho e abençoar quem tem as coisas que potencialmente terei, pois acredito que nada é impossível.

Se eu tivesse que selecionar minha maior riqueza, digo que é o fato de a minha vida ser um livro aberto, sem precisar esconder nada, discorrendo tranquilamente sobre os meus (muitos) fracassos e mazelas. Deus me deu sabedoria para saber que tenho tantas ou até mais falhas que a maioria das pessoas, cometi muitos erros e aprendi as lições. Por outro lado, faço uma busca desenfreada pelo autoconhecimento, procurando refletir sobre os fatos da vida. Por isso não tenho nada a esconder, pois as memórias ruins me fortalecem.

Outra benção que recebi é a de não me importar com o julgamento alheio, pois a opinião é do outro, mas a realidade é minha. Cada pessoa tem sua própria vivência e suas próprias provas, por isso é importante não julgar e não importar de os outros te julgam. Isso é libertador.

Cumprir com o que prometeu e não estar em débito com ninguém também liberta. Não ter dívidas liberta. Poder andar na rua sem medo também liberta.

Ser bem resolvido com o passado e não ter nada a esconder, não dever nada par ninguém, não temer julgamentos externos, não ter medo do futuro e avançar em autoconhecimento: essas são as minhas maiores riquezas.

Crise: perigo ou oportunidade?

A grande maioria das pessoas encara as crises como eventos negativos, geradoras de sofrimentos e tribulações, sempre com consequências ruins. Sim, isso é verdade, mas por que não ter uma visão distinta sobre elas?

A palavra crise em chinês tem dois significados: perigo e oportunidade. Isso significa que esse povo milenar sabe há muitos séculos que uma crise significa a destruição de uma situação antiga para trazer a renovação para uma pessoa, um grupo ou uma sociedade. Por mais que ela traga sofrimento agudo imediatamente, ela força as pessoas a fazer mudanças duras que trarão benefícios no futuro.

Podemos observar que a maioria das sociedades teve grande progresso humano e econômico após grandes catarses, como ocorreu após a crise de 1929 nos EUA e após a Segunda Guerra Mundial na Europa. Ambos sofreram muito por um período de dez anos, que foram seguidos por 30 anos de progresso e prosperidade, pois foram obrigados a mudar comportamentos pobres para superar as dificuldades. Passaram por uma destruição criativa, que levou a uma reconstrução das sociedades, de forma aprimorada.

De forma paralela, o Brasil teve como principal crise o surto inflacionário do final dos anos 70 ao início dos 90, chamado de década perdida. Foi um período de grande dificuldade para a maioria dos brasileiros, mas muitos prosperaram nestes tempos bicudos. Foi necessária uma grande mudança de mentalidade de nosso povo, levando a um progresso substancial nos 20 anos que se seguiram. Neste ano de 2015, a fórmula usada desde o início do Plano Real se esgotou e vivemos uma grave crise novamente, que causará destruição no curto prazo e forçará a nação a combater suas mazelas e voltar a progredir. Quanto tempo demorará? Em um cenário otimista, se os indivíduos e o governo tomarem as medidas corretas, em cinco anos voltaremos a crescer. No pior cenário, se todos ficarem parados ou tomarem medidas ruins, teremos outra década perdida.

Mas crise é perigo ou oportunidade? Depende das atitudes das pessoas. Para aquela que viveu de forma irresponsável e imprevidente e não construiu uma base forte em sua vida, ela é um grande perigo, pois seu equilíbrio é instável e apenas um fator como o desemprego ou falência podem causar sua ruína, e terá que recomeçar do zero, após longo período de sofrimento. Por outro lado, o indivíduo previdente e responsável encontrará muitas oportunidades em seu caminho, e estando preparado para isso, experimentará notável prosperidade e sairá dela mais forte. Os milionários dizem que a crise é a época em que o dinheiro muda de mãos, levando à lona os menos capazes e levantando os que trabalharam melhor e girando a roda da economia para um novo patamar.

Por outro lado, aqueles que perderam com a crise serão forçados a eliminar maus comportamentos e mazelas para superá-la, podendo levar a duas situações: se forem bem-sucedidos em sua empreitada, voluntária ou forçada, sairão fortalecidos e viverão acima do patamar anterior, abraçando a oportunidade de progresso. Porém, podem se recusar a mudar, não se reerguerão mais e ficarão saudosos do passado, e a crise será permanente.

Relembrando a história clássica da formiga, que se prepara para a crise e da cigarra, que vive somente no presente, faço o resumo abaixo

CRISE= PERIGO PARA AS CIGARRAS, OPORTUNIDADE PARA AS FORMIGAS.

A importância de ter metas

A grande massa simplesmente existe. Vive sem sonhos e objetivos, no melhor estilo “deixa a vida me levar”, o que sempre termina em grande frustração com a vida, falta de propósito, sensação de vazio, questionamentos existenciais e outras percepções que fazem a pessoa se perguntar “o que eu estou fazendo neste mundo, estou perdido”.

Por sorte, passei por este período no início da minha adolescência e busquei obstinadamente uma resposta para acabar com aquele vazio existencial. Falei com muitas pessoas, desde psicólogos, meus pais, amigos mais velhos, pessoas que eu admirava, e recebi várias respostas parecidas, que se resumem em:

VOCÊ PRECISA DESCOBRIR QUAL É O SEU PROPÓSITO NA VIDA

E trabalhar para que ela vire realidade, com todos os meios que estiverem à mão. Só isso vai preencher o seu tempo e a sua mente e, consequentemente, acabar com o vazio. Deve-se reafirmar que este propósito deve ser claro e facilmente explicável, pois só se luta por aquilo que se conhece bem.

Determinar objetivos vagos como “quero ganhar um milhão de reais”, “quero viajar o mundo todo” ou “quero não ter mais que trabalhar” não ajudam muito, pois as pessoas que atingem esses sonhos costumam levar décadas para alcançá-los, deixando os meios para se consegui-los muito nebulosos, atrapalhando ou anulando o processo logo de saída. Uma meta muito ambiciosa assusta, e o indivíduo desiste depois de pouco tempo, dizendo “isso é muito difícil, não dá para mim”.

A melhor forma é criar objetivos paralelos e independentes, de forma que o conjunto deles componha a visão principal. Vale ressaltar que estes objetivos devem ser relacionados, para não perder o foco. Não faz sentido falar que pretende comprar um imóvel, montar uma empresa, morar 5 anos no exterior e casar até os 30 anos, pois há um excesso de compromissos sem vínculo em pouco tempo. Vale ressaltar que diversos objetivos dependem de fatores externos, como casar, e fixar um prazo arbitrário pode trazer frustrações e levar a pessoa a tomar decisões ruins. Prazos são uma boa base para determinar a quantidade de esforço para buscar a meta, mas certa flexibilidade é exigida em muitos casos.

Em uma determinada época, pode ser mais fácil avançar mais em uma meta do que em outra, e isso deve sempre ser otimizado. Por exemplo, se a pessoa deseja fazer um curso superior difícil para ingressar em uma atividade que lhe agrada, deve priorizá-lo enquanto for muito jovem, pois ganhará tempo para construir uma carreira sólida. Após certo tempo, outras responsabilidades como família e outros trabalhos consumirão seu tempo e sua energia, retardando muito sua conquista. Por isso, o timing é fundamental, isto é, fazer as coisas certas na hora certa, para desfrutar dos bons resultados o mais rápido possível.

Ainda na questão o timing, é importante não buscar os objetivos tarde demais nem cedo demais. Batalhar por algo com o qual não se tem recursos para obter resulta em esforço sem resultado, o qual poderia fazer avançar outros pontos mais importantes. Um exemplo reside na pessoa que compra um imóvel muito cedo, consumindo os recursos que poderiam ser investidos na sua formação, como pós-graduações e cursos de línguas, o que pode comprometer a renda futura. Constituir família muito cedo também pode atrapalhar, pois o tempo que poderia ser utilizado para o estudo passa a ser usado nas atividades domésticas e familiares. Como meu pai me dizia: não adianta correr atrás do bonde que já passou nem ficar parado esperando um bonde que vai passar ano que vem.

Pela mesma lógica, alguns objetivos dependem de outros para serem alcançados. Assim, para se chegar à meta B, é necessário atingir a A primeiro. Exemplo: um profissional deseja conquistar uma vaga que exige uma certificação difícil de se obter, que por sua vez exige um MBA e vasta experiência na área. O indivíduo está cursando faculdade na área. Assim, pode-se observar que este grande objetivo contém cinco passos: 1 – concluir a graduação. 2 – receber o título de MBA. 3 – passar na prova e receber a certificação. 4 em paralelo com os demais – trabalhar na área para adquirir experiência. 5 – fazer entrevistas e conquistar a vaga. Este fluxo desmembra o grande sonho em cinco passos necessários, e é importante fazer isso para trazer clareza à razão de tanto esforço. Mantendo o foco, é mais fácil continuar persistindo.

O  mais importante de buscar objetivos é ter visão sistêmica, sem dúvida. Isto é, encadear todos os objetivos que vão resultar na realização do sonho como um todo, em uma sequência detalhada. Imagine o seguinte: o sonho de uma pessoa de 18 anos é ter uma empresa de arquitetura de sucesso, comprar um apartamento em um bairro nobre, viajar o mundo inteiro e constituir família e ter dois filhos que estudem nas melhores escolas até os 40. Ambicioso? Sem dúvida. Aí alguém vai dizer “essa pessoa tem expectativas irreais, vai viver frustrada”. É inatingível: Claro que não. Observe como a visão sistêmica do sonho ajuda a enxergar o caminho. Vamos separar em metas e passos:

  • Meta (1): Atuar como empresário na área de arquitetura
  • Meta (2): Obter boa entrada de recursos financeiros
  • Meta (3): Viajar o mundo inteiro
  • Meta (4): Comprar um apartamento em bairro nobre
  • Meta (5): Constituir família e prover boas escolas

Passo (1): Cursar a faculdade de arquitetura – essencial para trabalhar com o que deseja e o início do caminho para atingir a meta (1).

Passo (2) : Adquirir experiência na área de arquitetura – o passo (1) é pre-requisito e correm em paralelo – Se a pessoa deseja ser empresária nesta área, é prudente trabalhar com quem já atua, a fim de ganhar vivência profissional. Busca as metas (1) e (2).

Passo (3): Aprender inglês – está possivelmente vinculado aos passos (1) e (2) e está relacionado com a meta (3), que será viajar o mundo inteiro.

Passo (4) – Abrir uma empresa de arquitetura – a pessoa acredita que ser empresário proverá mais recursos financeiros, a meta (2). Por isso, busca todos os recursos para que isso aconteça, se empenhando arduamente na consecução do objetivo, tido como central por ser necessário para a consecução dos demais.

Passo (5) – Buscar formação empresarial sólida – o indivíduo em questão detectou a necessidade de adquirir novos conhecimentos além de sua graduação, então decide fazer MBA´s e cursos complementares em administração. Apesar de preferir arquitetura, a meta (1), este passo está relacionado com a meta (2), por isso ele estuda mais. Corre em paralelo com o passo (4).

Como podemos observar, os passos de (1) a (5) se referem quase totalmente às metas (1) e (2), que são a base para que as seguintes se concretizem. Porém, como os recursos financeiros para a sua realização são limitados, o protagonista decide escaloná-los e alcançá-los gradativamente, visto que eles correm em paralelo com as metas (1) e (2), apesar de sua dependência delas. Assim:

Passo (6) – Viajar o mundo inteiro – simplesmente a consecução da meta (3), é totalmente independente dos outros e tem a vida inteira para ser atingido – pelo fato de seu custo poder ser distribuído em seu prazo grande, é conquistado gradativamente, de viagem em viagem, deixando as mais baratas e radicais primeiro e as mais caras e confortáveis para depois. O indivíduo decide fazer uma por ano, a fim de não prejudicar as metas (4) e (5).

Passo (7): Acumular recursos financeiros em investimentos – este passo está vinculado com os passos de (1) a (5), pertence à meta (2) e é pré-requisito das metas (3), (4) e (5), especialmente da (4). Nosso protagonista sabe que para ter um apartamento em bairro nobre há um enorme consumo de recursos financeiros e ele decide se preparar.

Passo (8): Procurar uma pessoa para dividir a vida – é parte importante da meta (5) – assim como o passo (6), é totalmente independente das demais metas e sua realização pode ter prazo incerto, pois depende de fatores externos. Como é um dos últimos passos para a realização do propósito da vida, é o mais fácil de ser ajustado aos demais. Assim, a pessoa em questão decide que a meta (5) tem como pré-requisito a realização das metas (1) e (2) e boa parte da meta (3). E a meta (4) é dependente do casamento, o passo (8), pois o apartamento em bairro nobre será comprado em conjunto, o passo (9).

Passo (9): Comprar o apartamento, a meta (4) – tem como pré-requisito a conclusão do passo (8) e é a penúltima ação para alcançar o propósito. Chegar até aqui é sinal de que as coisas estão dando certo, mesmo que em uma ordem diferente da escrita acima. É a meta (4) atingida.

Passo (10): Constituição da família –  O último passo para o atingimento do propósito da vida, a realização plena dos ideais, dependente de todo o esforço da vida inteira. A meta (2) assegura que eles estudarão nas melhores escolas, fruto do trabalho. Este passo é fácil de fazer, mas difícil de assegurar que as condições de vida dadas aos filhos sejam as desejadas.

Mas tudo vai sempre correr dentro desse planejamento? Não. Muitos desvios, mudanças de rota, novos objetivos e situações externas acontecerão sem dúvida, mas a pessoa que mantém suas metas, objetivos e roteiro para alcançá-las claros em sua mente tem maior chance de obter sucesso. O caso acima é só um exemplo, cada pessoa deve planejar o seu. O que todos devem ter em comum é a clareza do que se deve fazer, encontrar o propósito da vida, pelo qual se deve lutar.

Uma pessoa que sabe o que almeja para sua vida é protagonista e autora de sua própria história, enquanto a que não sabe o que quer vira coadjuvante e vítima de seu destino. Quem planeja e batalha conquista o que quer, quem não faz nada deve aceitar o que vier.