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Conhecimento e Sabedoria

diferença de conhecimento e sabedoria

Nos dias atuais, há um  consenso o qual afirma que o conhecimento é o bem mais valioso que um ser humano pode possuir. Após 20 anos de escolaridade oficial, duas pós-graduações, centenas de cursos livres e milhares de livros lidos, posso afirmar que discordo de tal afirmação.

A quase totalidade das pessoas com mais experiência, estudo e leitura que eu também discordam que o conhecimento é o bem mais precioso de nossos dias. Há algo ainda mais importante:

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Se você quer educação de qualidade, não vá para a escola!

flavio

Flavio Augusto da Silva, fundador do WiseUp. Nunca frequentou universidade e é o maior defensor da auto-educação na atualidade.

Um dos clamores sociais mais recorrentes diz respeito a “educação pública gratuita de qualidade para todos”. Em um mundo desenvolvido, esse é um excelente objetivo a se alcançar. Ele será possível a partir do momento que os brasileiros desapeguem de dois  dos termos: gratuita e pública.

Em primeiro lugar, nada é gratuito. Os professores não fazem trabalho voluntário, precisam e devem ser remunerados pelo seu importante trabalho. As editoras também não doam os livros, pois não são instituições de caridade. Assim como os demais fornecedores de material, dependem da receita da venda de seus produtos para sobreviver. Não é porque o aluno ou seus pais não pagam pelo ensino e material didático que a escola é gratuita. Simplesmente, outras pessoas bancam sua educação por meio de impostos. E um pessoa que deseja aprender e evoluir de verdade não se preocupa se o ensino é gratuito e pagará pelo conhecimento. Caso não tenha recursos financeiros suficientes, achará uma caminho para aprender, comprando material em sebos, na internet, doações ou trocas. Muitos  pobres e miseráveis cheios de determinação prosperaram a duras penas, buscando o saber mesmo sem dinheiro no bolso. Definitivamente, a palavra gratuito não cabe aqui.

Então vamos à palavra público. Desde os tempo de Getúlio Vargas, o povo brasileiro acredita que o governo deve ser o responsável por cuidar das necessidades da população e a ensinou a cobrá-lo por isso. O problema é que todos os governos mentem para o povo, como no caso da saúde, descrito neste link (Políticos mentem porque a população se sente melhor assim). O mesmo vale para a educação: o Estado promete algo que não tem recursos financeiros, materiais e humanos para cumprir e engana o povo.

Da mesma forma que aquele cafajeste que promete uma mansão para sua parceira quando se casarem, mesmo estando desempregado e falido, com o único objetivo de seduzi-la. Some depois que consegue o que quer e volta quando a deseja de novo, fazendo a mesma falsa promessa. O político que promete educação de qualidade para se eleger faz a mesmíssima coisa. Após a eleição, desaparece, Quatro anos depois, retorna e promete de novo educação de qualidade sem recursos para cumprir.

Em países como Cingapura, Suécia e Suíça funciona o sistema de vouchers, no qual cada estudante ganha um crédito do governo para estudar no colégio privado de sua preferência, e tais nações lideram o ranking de educação da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Portanto, podemos e devemos eliminar a palavra público pela sua inviabilidade prática. Então ficamos com o que realmente importa:

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Entender economia básica: pré-requisito para discutir política

economistas

A despeito de todo o caos instaurado pelos governos do PT e PSDB no Brasil, um efeito positivo tem vindo à tona, mesmo que de modo incipiente: o aumento do interesse do brasileiro pelas questões políticas.

Por outro lado, a falta de conhecimento sobre política pela população como um todo prejudica o debate, pois todos tentam discutir sobre um tema muito complexo sem os fundamentos teóricos necessários.

Por incrível que pareça, os cidadãos mais instruídos se mostram ainda menos capacitados ao debate, por não estar em contato com a realidade nua e crua da economia real ou por terem sido expostos a doutrinas perniciosas como o marxismo, keynesianismo, socio-construtivismo e outras aberrações criadas por intelectuais. Infelizmente, o efeito do estudo dessas matérias resulta no contrário do esperado: o estudante fica MENOS capacitado a discutir política, pois utiliza uma base teórica falsa, sem correspondência com a realidade. Na prática, se mostra mais ignorante em comparação com alguém que nunca estudou.

Este post fala sobre como nossos graduados, mestres e doutores são semianalfabetos políticos, em sua grande maioria:  Recado aos cidadãos mais abastados e instruídos do Brasil

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