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Quebrando tabus da esquerda: privatização beneficia o povo

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Privatização traz benefícios para todos. Menos para os políticos, que perdem sua moeda de barganha de cargos e dinheiro.

Precisamos quebrar esse tabu criado pela esquerda. Deixar o Estado, leia-se os políticos, comandar empresas beneficia apenas a eles mesmos.

Privatizar a Petrobras resultará em combustíveis mais baratos e de melhor qualidade. Estimula a concorrência e reduz o preço de todos os produtos que dependem de transporte rodoviário, combatendo a inflação. Aumentará a quantidade de empreendimentos de prospecção e refino, somando a abertura de postos em todo o país, gerando centenas de milhares de empregos e bilhões em arrecadação para a União, estados e municípios.

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A Petrobrás será privatizada na marra

Sou acionista da Petrobrás há oito anos, quando os esquemas de corrupção já corriam soltos por lá. Só não sabia da magnitude dos roubos. Por ser sócio da empresa, leio os relatórios trimestrais e anuais de tempos em tempos, por isso li o relatório anual publicado em 22/04/2015. Claro que não possuo o conhecimento e a  a profundidade dos analistas de mercado profissionais, mas é o suficiente para ter uma noção clara do que está acontecendo. Isso já está sendo especulado pelo mercado há tempos, por isso posso afirmar com certeza:

APESAR DE O GOVERNO LUTAR PARA MANTER O CONTROLE DA PETROBRÁS, ELA SERÁ PRIVATIZADA À REVELIA.

A privatização vai ocorrer por causa da incompetência na gestão e da corrupção, que levaram a alguns fatos, descritos a seguir:

  1. Contabilização de ativos por valores maiores do que os reais – Para enganar os acionistas, a empresa lançou no balanço ativos por valores acima do que valem, inflando o valor de mercado. No relatório publicado em 22/01/2015, foi dada baixa de R$ 50 bilhões, mas vale lembrar que ainda há valores a serem baixados, reduzindo o valor do ativo total em cerca de 15%. Para dar um exemplo simples, é como uma pessoa que possui um carro e um apartamento que ela diz valer R$ 750 mil, mas na verdade vale R$ 600 mil. As baixas trazem o número para dentro da realidade, mas a credibilidade da empresa está comprometida por conta de ter mentido sobre os números.
  2. Despesas debaixo do tapete e corrupção – Assim como alguns maridos e esposas fazem gastos secretos, que escondem da outra parte, os executivos da Petrobrás fizeram o mesmo: esconderam mais de 40 bilhões de reais em despesas e mais R$ 6,2 bilhões perdidos no Petrolão. Esses valores estão sendo baixados do balanço de 2014 e de 2015, e a parte nociva reside da incapacidade de pagar dívidas e financiar projetos no curto prazo. E a perda da credibilidade, mais uma vez, visto que a empresa está sendo usada para fins ilícitos, em prejuízo do acionista e da sociedade.
  3. DÍVIDA ESTRATOSFÉRICA – Este é o principal motivo que pode levar à privatização. A empresa tem captado recursos em dólar no exterior há mais de 15 anos. Atualmente, o valor total é de R$ 331 bilhões. Quando os contratos vencem, são trocados por novos e o pagamento de juros segue até o vencimento. Isso é conhecido como rolagem de dívida. O perigo mora na falta de credibilidade da empresa por conta dos escândalos de corrupção e da falta de transparência das despesas, pois os credores só renovarão os contratos se a nota de crédito da empresa for grau de investimento. Hoje, há um grande risco de a Petrobrás cair para grau especulativo e ter seus financiamentos negados. Aí começa a privatização forçada.

Se a empresa não captar novos empréstimos, terá que pagá-los pelo valor total no vencimento. Mas não há caixa para fazer isso, nem de longe. Outra solução seria faze financiamentos a taxas maiores, o que seria a pior opção, pois faria a saúde financeira já frágil piorar. Vale ressaltar o agravante de 70% dela ser em dólar, o que deve impactar no balanço de 2015. Destas duas, nenhuma é viável.

Outra solução seria vender ativos não estratégicos, também conhecidos como desinvestimentos. A empresa precisaria levantar R$ 331 bilhões em caso de todos os credores exigirem a antecipação da dívida. Após avaliação da empresa, chegou-se à conclusão de que é possível vender no máximo R$ 35 bilhões em desinvestimentos e participações não essenciais, valor insuficiente para resolver o problema. Vender outros ativos afetaria a atividade da empresa e impactaria na produção e nas receitas. Portanto, esta alternativa está descartada.

Posto isso, resta apenas uma última solução ao governo: vender sua participação na Petrobras no mercado. Em português bom e claro: PRIVATIZAR. Na marra. À revelia do governo federal, que tem o aumento do tamanho do estado como uma das principais bandeiras. Mas vai ter que privatizar, pois é isso ou quebrar a empresa. A dívida total é de R$ 331 bilhões há R$ 70 bilhões em investimentos em títulos do Tesouro, resultando em uma dívida líquida de R$ 261 bilhões. O Patrimônio líquido é de R$ 347 bilhões, sendo que 58% pertencem ao governo federal. Assim, sobram cerca de R$ 200 bilhões a serem vendidos, menos que o necessário para quitar os empréstimos. Se os credores resolverem não conceder novos créditos à Petrobrás, o governo fica sem outra saída senão vender sua participação.

É como a pessoa que se endivida demais e tenta sair do sufoco: primeiro tenta pegar empréstimo em outro banco para pagar o primeiro. Não consegue e começa a vender tudo o que tem de valor. E depois que não sobra nada, compromete suas ferramentas de trabalho, seus salários futuros e sua dignidade, última escolha antes da falência.

Por isso todos devem ficar atentos.

SE OS CREDORES QUISEREM, A PETROBRÁS PODE SER PRIVATIZADA NA MARRA A QUALQUER MOMENTO.