Rothbard refuta o argumento “bandido é vítima da sociedade”

Aprenda a refutar de uma vez por todas a falácia esquerdista que diz que “bandido é vítima da sociedade” e que “a sociedade é a verdadeira responsável pelos crimes de bandidos que não tiveram outra escolha”.

Neste trecho do Manifesto Libertário, Murray N. Rothbard explica com maestria o significado por trás desta vigarice propagada pelos socialistas e progressistas. Sempre que ele aparecer em qualquer discussão, aprenda a derrubá-lo de uma vez por todas.


A visão individualista da “sociedade” foi resumida na frase: “Sociedade” é todo mundo exceto você. Colocada desta maneira crua, esta análise pode ser usada para considerar todos aqueles casos em que a “sociedade” é tratada não só como um super-herói com super-direitos, mas também como um super-vilão, sobre cujos ombros se deposita uma culpa colossal.

Consideremos a visão típica de que o indivíduo que comete um crime não é responsável pelo seu crime, e sim a “sociedade”. Peguemos, por exemplo, o caso no qual Smith assalta ou assassina Jones. A visão “antiquada” é a de que Smith é responsável por seu ato. O progressista moderno contesta, afirmando que a “sociedade” é responsável. Isto soa tanto sofisticado quanto humanitário, até que apliquemos a perspectiva individualista.

Então percebemos que o que os progressistas estão realmente dizendo é que todos, exceto Smith, incluindo, é claro, a vítima, Jones, são responsáveis pelo crime. Quando isto é descrito desta maneira, sem rodeios, quase todos reconheceriam o absurdo deste ponto de vista. Porém evocar a “sociedade”, essa entidade fictícia, ofusca o processo.

Como afirmou o sociólogo Arnold W. Green: “Deduzir-se-ia, então, que se a sociedade é responsável pelo crime, e os criminosos não são responsáveis pelo crime, apenas aqueles membros da sociedade que não cometem crimes podem ser responsabilizados pelos crimes. Uma falta de sentido tão óbvia pode ser contornada simplesmente através da evocação da sociedade como um demônio, um mal que está à parte das pessoas e daquilo que elas fazem.”

O grande escritor libertário Americano Frank Chodorov enfatizou este ponto de vista a respeito da sociedade quando escreveu que “Sociedade São Pessoas”. Sociedade é um conceito coletivo e nada mais que isso; é uma conveniência que serve para designar um número de pessoas. O mesmo ocorre com família, multidão, gangue, ou qualquer outro nome que dermos a um aglomerado de pessoas.

Sociedade (…) não é uma “pessoa” a mais; se o censo contabiliza cem milhões de indivíduos, este é o total existente, e nem um a mais, pois não pode haver qualquer acréscimo à sociedade além da procriação. O conceito de sociedade como uma pessoa metafísica desmorona quando observamos que a sociedade desaparece quando as partes que a compõem se dispersam, como no caso de uma “cidade fantasma” ou de
uma civilização que conhecemos pelos artefatos que deixou. Quando os indivíduos desaparecem, o todo também desaparece. O todo não tem uma existência separada. Utilizar o substantivo coletivo com um verbo singular nos leva a uma armadilha da imaginação; ficamos inclinados a personalizar a coletividade, e imaginá-la como possuidora de um corpo e uma psique própria.

Citação de O Manifesto Libertário, de Murray N. Rothbard, páginas  54 e 55.

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