Quebrando tabus da esquerda: direitos trabalhistas

derechu

Um dos maiores tabus criados pela esquerda brasileira consiste da defesa da CLT e dos direitos trabalhistas como algo sagrado e intocável. Tal crença se iniciou nos anos 1930 com Getúlio Vargas, simpatizante do fascismo sindicalista de Mussolini. Inspirado na Carta del Lavoro, criada pelo Duce, o dito pai dos pobres concebeu a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) como livro sagrado contra a opressão dos donos do capital, a qual teve direitos ampliados por todos os governantes desde então.

Pode-se dizem com precisão que a CLT é uma lei de origem fascista, o socialismo sindicalista. Benito Mussolini iniciou sua carreira política como líder sindical e defendia a propriedade dos meios de produção pelos trabalhadores. Exatamente como uma nefasta figura que já foi muito popular em terras tupiniquins e em breve será tirada da sociedade para sempre (se Deus quiser!).

Com o passar das décadas, a fé no Estado como protetor dos trabalhadores aumentou paulatinamente, a ponto de qualquer menção a modernizações nas leis laborais e previdenciárias se tornou uma blasfêmia. Com o intuito de amealhar votos, políticos populistas criaram novos direitos e benefícios de forma sistemática, até chegarmos na situação atual de alto desemprego e baixa produtividade. Infelizmente, pode-se afirmar que a regulamentação laboral prejudica o trabalhador.

Novas visões e novas propostas para a melhoria das condições de trabalho e vida do povo brasileiro se mostram urgentes, com descrevo abaixo:

Primeiramente, o brasileiro precisa aprender que ter direitos trabalhistas custa muito caro ao TRABALHADOR. Qualquer pessoa que entenda matemática básica compreende que o que realmente importa é a remuneração total anual, a qual poderia ser paga diretamente ao cidadão sem os descontos coercitivos do governo.

Ao contratar um funcionário, a empresa paga 103% de sua remuneração em encargos sociais e trabalhistas, parte dos quais são retirados do bolso do trabalhador e entregues aos cofres públicos, para que políticos cuidem deles no lugar do trabalhador.

Na visão do empreendedor, o custo altíssimo da mão-de-obra desestimula a contratação de mais funcionários. Na prática, a empresa que necessita de 30 colaboradores operará com 20, constantemente sobrecarregados e trabalhando muitas horas. Fora da empresa, 10 ficarão desempregados.

Em suma, leis trabalhistas rígidas e dispendiosas geram sobrecarga de trabalho e desemprego. Pode-se afirmar que a CLT contribui para o aumento da desigualdade social.

Países europeus com muitos direitos trabalhistas: Grécia, Espanha e Portugal. Todos com taxa de desemprego acima de 20%. Entre a população abaixo de 24 anos, o índice passa de 45%. Países europeus com legislação mais flexível: Reino Unido, Alemanha e Suíça. Taxa de desemprego abaixo de 5%, rumo ao pleno emprego.

Ao contrário do que o PT e a Globo ensinaram, quem paga os direitos como FGTS, décimo-terceiro salário, férias, etc, não é o patrão. É você. O empregador simplesmente desconta 6% do seu ganho mensal para o FGTS, 1/12 para o décimo-terceiro, e mais 11% para o INSS individual e 20% para o patronal. Resultado: o brasileiro fica com metade do salário que lhe é de direito. A outra metade fica para o governo.

O FGTS é um crime contra o trabalhador. Quando precisei sacar o meu para comprar a casa própria, precisei fazer um processo absurdamente burocrático e que levou 15% do valor em impostos e taxas. Além de render menos que a inflação. Se eu recebesse essa grana no meu salário e aplicasse por minha conta, teria mais que o dobro. E sem burocracia governamental.

O décimo-terceiro salário é outro engodo. O empregador desconta 1/12 de cada vencimento para devolver tudo no final do ano. No final das contas, o que importa mesmo é a renda anual total, pois o trabalhador não vai comer mais pizza a cortando em 13 pedaços ao invés de 12.

O INSS é a maior pirâmide financeira já criada pela humanidade. Contribui-se com um valor altíssimo para receber um benefício irrisório, o qual tende a um salário mínimo. Dinheiro que deveria ser patrimônio pessoal do trabalhador, em forma de poupança para a aposentadoria, vai parar no bolso de políticos corruptos. Duvida? Vá a um posto do INSS e pergunte qual o valor que você tem depositado lá? A resposta é ZERO. Seu dinheiro está com os políticos.

Planos de previdência privados pagam benefícios até três vezes maiores com os mesmos aportes e são muito mais flexíveis. Não possuem teto de benefício, podendo seu detentor receber uma aposentadoria até maior que seu último rendimento.

O valor total pode ser resgatado a qualquer momento, com plena portabilidade entre instituições. O trabalhador pode fazer aportes em vários deles, se assim desejar. As contribuições previdenciárias costumam ser patrocinadas pelos empregadores, os quais depositam o mesmo valor do empregado até 20% dos vencimentos, estimulando este a poupar para a aposentadoria.

Enfim, o que o trabalhador brasileiro precisa entender é que os direitos trabalhistas reduzem o salário e geram muito desemprego, pois as pequenas empresas não conseguem arcar com eles e pagar um rendimento decente. O que importa mesmo é o ganho total anual, independente da forma como ele é pago. Vou fazer uma simulação para demonstrar como funciona:

Imagine um trabalhador que receba R$ 1.500 líquidos mensais. Escolhi essa renda porque está na faixa de isenção de imposto de renda, com o intuito de facilitar o entendimento. Desconsidere outros benefícios como vale-refeição, remuneração variável ou plano de saúde. Se ele recebe R$ 1.500 líquidos, seu custo total é de R$ 3.060 com todos os encargos. O resultado é um custo anual de R$ 36.720.

Caso não houvesse os descontos de FGTS, INSS sobre o teto e as remunerações retidas durante o ano e pagas no final como o décimo-terceiro e terço constitucional, e considerando o pagamento de um plano de saúde privado de R$ 350 e 20% do salário de contribuição previdenciária (R$ 612), o ganho mensal do trabalhador seria de R$ 2.098. Quase 600 reais a mais que o modelo tradicional.

Lembrando que será atendido em hospitais privados de melhor qualidade e irá se aposentar com valores superiores ao rendimento mensal atual. E se não quiser poupar 20% para a aposentadoria, mas apenas 10%, seu ganho mensal subirá para R$2.400. Pode optar por não contribuir e ser atendido pelo SUS ou pagar consultas e internações particulares e ficar com os R$ 3.060. Apesar de ser desaconselhável trocar conforto na aposentadoria por consumo imediato e arriscar grandes despesas com saúde, quem deve decidir se fará isso, ou não, é o trabalhador, não o governo.

Esquerdistas certamente argumentarão: “o trabalhador não tem responsabilidade para cuidar de seu futuro, é necessário que o governo faça isso por ele!”. Algo que entra em contradição com outra afirmação clássica dos vermelhos “temos que educar a população para que sejam independentes”. Claro que esta última é verdadeira, mas a verdade é menos lisonjeira.

O verdadeiro motivo pelo qual a esquerda é a favor da CLT e de muitos recolhimentos pelo governo é seu gosto por dar poder aos políticos para usar o dinheiro do trabalhador para seus interesses. Seu maior medo consiste em que o povo perceba que viverá melhor sem interferência do governo, e tire poder da classe política.

Outra crítica clássica dos socialistas é: “se tirarmos direitos trabalhistas, os patrões pagarão um salário de fome para o trabalhador! O Estado não pode permitir essa exploração dos pobres trabalhadores pelos capitalistas malvadões!”.

Essa afirmação pertence ao século passado, especificamente aos anos 1930, auge do fascismo e da criação da CLT. Como as organizações da época possuíam baixíssimo nível de automação e a mão-de-obra era analfabeta e de baixa qualificação, em sua maioria, havia demanda por enormes contingentes de trabalhadores, o que gerava grande procura por estes em situação próxima ao pleno emprego.

Após a crise de 1929, o quadro se reverteu dramaticamente, com um quarto dos trabalhadores desempregados nos EUA e até 50% em países como Espanha e Portugal. Os que permaneciam empregados trabalhavam longas horas, e a teoria de John Maynard Keynes virou moda entre os políticos da época, assim como o socialismo fascista, nazista e comunista. Uma das medidas criadas para tentar tirar o mundo da crise consistiu em proteção dos empregos e aumentos de salários com redução das horas trabalhadas. Tudo na base da canetada de um burocrata.

Qualquer indivíduo que entende economia básica compreende que tais medidas tiveram resultados inversos ao esperado, aumentando o desemprego ao invés de diminuir e prolongando a crise. Foram ótimas para quem estava empregado e prejudicaram os que não tinham ocupação. E todos que conhecem a cabeça dos socialistas entendem facilmente que as leis como a Carta del Lavoro e a CLT foram promulgadas com discursos inflamados em defesa dos trabalhadores feitos por Mussolini e Getúlio Vargas, mas o objetivo real era tentar tirar as economias da crise.

A CLT aplicada à realidade do Brasil de 2017, com grande automação, poucas vagas e mão-de-obra qualificada em quantidade abundante, gera um resultado nefasto: DESEMPREGO E EXCLUSÃO DOS TRABALHADORES MENOS QUALIFICADOS DO MERCADO FORMAL. Como os custos mínimos para a contratação de um trabalhador são muito altos para o empregador, aliado à grande quantidade de graduados sem ocupação, as empresas contratam profissionais com alta qualificação e/ou grande experiência por salários próximos ao mínimo de 937 reais.

A mão-de-obra de baixa qualificação, composta em grande parte pelas minorias que a esquerda afirma defender, mas não defende, de jovens, mulheres, pessoas sem escolaridade, são sumariamente excluídas do mercado formal. Vivem de bicos, de programas sociais, tornam-se camelôs ou passam a depender de parentes. Os menos qualificados e experientes ficam desempregados em benefício daqueles que já estão empregados e recebem aumentos, o que amplia a desigualdade social tão criticada pela esquerda.

O presidente eleito pelos petistas, Michel Temer, negocia no Congresso uma reforma trabalhista para tentar reanimar a economia. Apesar de se basear em medidas analgésicas, pode melhorar um pouco a situação dos trabalhadores dos grupos citados no parágrafo acima. O mordomo de filme de terror pretende criar jornadas flexíveis, possibilitando jornadas de até 12 horas diárias e 48 semanais, criando a possibilidade de o trabalhador criar um final de semana de três dias ou ter um emprego em tempo parcial em conjunto com um integral, se assim ficar combinado entre empregador e empregado. A possibilidade de contratação por jornadas inferiores a 20 horas semanais, apenas para trabalhar nos fins de semana ou sob demanda também estão aventadas.

A esquerda se opõe por puro reacionarismo, pelo esporte de criticar as ideias que não são dela. Claro que a solução proposta por Temer se mostra um paliativo e passa distante de uma reforma definitiva, mas criar empregos para jovens que precisam estudar, mães que não podem pagar para deixar seus filhos em creches, chefes de família sem emprego em tempo integral e idosos sem aposentadorias dignas não deixa de ser uma proposta a ser analisada.

Os detratores afirmam que ninguém deve trabalhar por menos de um salário mínimo e haverá precarização do emprego com a reforma. Não querem “nenhum direito a menos”. Tal postura mostra o quão fora da realidade vivem, ao ignorar que na informalidade não existe lei alguma, jornada mínima ou máxima, salário mínimo, benefício ou contribuição previdenciária. 

Em suma, preferem manter o trabalhador na informalidade a flexibilizar a lei para fazer a inclusão dos menos qualificados no mercado formal. Involuntariamente – ou não – lutam pelos privilégios dos profissionais mais bem colocados nas carreiras e geram exclusão social daqueles que dizem defender.

CONCLUSÃO

A esquerda se autodenomina revolucionária e afirma lutar para quebrar tabus. Algo que a realidade comprova que ela faz justamente o contrário, especialmente em matéria trabalhista. Nossa CLT se baseia em uma lei socialista, a Carta del Lavoro de Mussolini, e sua mudança consiste em um grande tabu para a esquerda e, infelizmente, para a sociedade brasileira.

A resistência em mudar uma vírgula do código gera privilégios para os mais bem colocados e desemprego e exclusão social para as massas que os socialistas afirmam defender. Uma pessoa sensata e realmente preocupada com os hipossuficientes preferiria menos direitos para poucos e mais empregos para poucos. E os mais qualificados preferem ser donos de seu dinheiro, sua aposentadoria e seu destino a entregá-los nas mãos de políticos corruptos. Claramente, confiam mais em seu empregador do que em políticos corruptos.

A esquerda reacionária defende com unhas e dentes o direito dos políticos e burocratas do estado de se apossar do dinheiro da aposentadoria dos trabalhadores para seus projetos malignos. Para executar seu plano, criou um grande tabu: afirma que o trabalhador é incapaz de cuidar de si sozinho e de se defender do patrão malvado e precisa dos governantes bons e sábios (socialistas) para protegê-lo. Todos sabem quem são os verdadeiros ladrões.

Precisamos quebrar esse tabu da esquerda e deixar o trabalhador ser livre para criar seu próprio destino. Não somos crianças.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s