11 lições que Donald Trump ensinou ao mundo nas últimas eleições

trump sambando na cara da sociedade

A elite político-financeira e a grande imprensa mundial fizeram uma campanha anti-Trump suja e desleal. Pode-se afirmar que não houve cobertura jornalística das eleições americanas, somente torcida para que Hillary Clinton ganhasse. Sua derrota resultou em uma choradeira pior que a que ocorreu na derrota da seleção brasileira por 7 a 1 para a Alemanha.

Catatônicos e inconformados após a derrota fragorosa, não compreendem como isso ocorreu, tampouco a estratégia vencedora do magnata da construção civil, assim como a arrogância de sua candidata e seus eleitores torcedores.

A verdade é que o homem teve muitos culhões e tem 11 lições para ensinar para os perdedores. Elas são simples e diretas, como mostrado na campanha. Veja só:

1 – Seja autêntico: Trump usou a mesma retórica durante toda a campanha, para todos os públicos, favoráveis ou não. Não é um político de papelão como Barack Obama ou Hillary Clinton, que se comportam como camaleões e mudam de discurso a cada audiência. Usar tal estratégia levará, obrigatoriamente, a mentiras e contradições, pois cada grupo tem mentalidade e interesses distintos e contrapostos. Agradar a uma audiência implica em desagradar a outra, e somente um mentiroso conseguirá agradar a todos.

Trump optou por um discurso único, coeso. Ele sabia a quem iria agradar e desagradar e desenvolveu sua retórica com foco em seu público-alvo, ignorando completamente seus opositores, suas críticas e toda a perseguição que se seguiu. Não tentou convencer a todos: escolheu seus apoiadores e detratores, fez seu jogo e não mentiu para ninguém. Ao contrário de Hillary Clinton.

2 – Seja corajoso: Ao tomar a estratégia de escolher seus aliados e inimigos, Donald Trump estava plenamente ciente de que sofreria pesadas retaliações e teria de aguentar os ataques. E assim o fez.

Contra tudo e contra todos, tomou posições contrárias ao senso comum e ao definido como correto pela elite política e financeira, mas consoantes com o pensamento do americano médio, seu público-alvo.

Enfrentou de maneira corajosa todas as ameaças, retaliações, calúnias e difamações de seus adversários, sem recuar ou se acovardar em momento algum. Como em qualquer campanha política, combateu fogo com fogo e sustentou com sucesso sua plataforma. Quando muitos voltariam atrás, ele reafirmava seus axiomas.

Ousou defender posições minoritárias e impopulares e foi premiado pela franqueza.

3 – Não se ofenda facilmente: Na arena política, a troca de ofensas é inevitável. Quando um candidato sofre um ataque, ele tem duas opções válidas: revidar ou se vitimizar. Algo bem mais difícil é ser xingado por dezenas de pessoas e ter que se defender sozinho. Pois bem, aí está mais um grande trunfo de Donald Trump.

Ele estava ciente de que a vitimização e choradeira na imprensa era a principal estratégia dos Democratas. Então se seguia o seguinte ciclo:

  • Os adversários xingavam Trump;
  • Ele xingava de volta, da forma mais politicamente incorreta possível;
  • Os adversários se vitimizavam e o acusavam de machista, racista, xenófobo, etc.;
  • A imprensa e os isentões de plantão se escandalizavam, faziam muito barulho e exigiam que ele pedisse desculpas;
  • Trump não só não pedia desculpas como reafirmava e subia o tom;
  • Os opositores ficavam ainda mais escandalizados e inventavam novos fatos para denegri-lo, intensificando a vitimização. Geralmente, cometiam vários erros lógicos e caíam em contradição, resultando em novas ofensas ao magnata;
  • Trump não se rendia e xingava de volta mais uma vez, vencendo a discussão após refutar todos os argumentos contrários e por jamais se sentir ofendido;
  • Seus apoiadores o aplaudiam pela coragem e ganhava novos pelo mesmo motivo.

No próximo factoide inventado pelos democratas ou afirmação contrária ao politicamente correto feita por ele, o ciclo se repetiu até a última hora da eleição. A enorme resistência de Trump às ofensas, ridicularizações e julgamentos alheios o deram o cargo de Presidente dos Estados Unidos da América.

4 – Ignore a opinião alheia: Uma das estratégias da grande mídia consistiu em ridicularizar Trump por aspectos pessoais, como seu penteado, a aparência de sua esposa, sua personalidade, seus hábitos e outros aspectos pessoais. Ao mesmo tempo em que choravam copiosamente quando alguém fazia comentários semelhantes sobre Hillary Clinton.

Pessoas psicologicamente fortes não se ofendem facilmente, não dão a mínima para a opinião dos outros sobre elas e tentar expô-los ao ridículo consiste em estratégia inócua. Tais indivíduos possuem “pele grossa” e sabem que revidar na mesma moeda fará seus adversários se ofenderem profundamente. Trump usou isso a seu favor, após passar a vida inteira submetido ao escrutínio.

5 – Quebre as regras da ditadura do politicamente correto: os “guerreiros da justiça social” dividiram os grupos sociais em “oprimidos” e “opressores”, transformando os primeiros em intocáveis, os quais não podem ser criticados em hipótese alguma, ao passo em que os últimos devem sofrer todo tipo de ofensa sem o direito de se defender. Também criaram dogmas e tabus que são verdades absolutas, segundo eles, e jamais podem ser questionados.

E os que os “desobedecerem” devem sofrer pesada retaliação estatal com prisões e guerra de processos judiciais. Sem contar os rótulos de “racista”, “xenófobo”, “machista”, “fascista” (!), “preconceituoso”, e muitos outros crimes de opinião.

Uma verdade sufocada consiste no fato de que a maioria das pessoas está farta de ser chamada de algo que não é, por motivos insignificantes. E Trump sabe disso muito bem e se valeu disso de cabo a rabo em sua campanha.

A ditadura do politicamente correto criou classes de intocáveis, os quais não podem ser criticados em hipótese alguma. Por exemplo, muçulmanos jamais podem ter sua conduta questionada, mesmo quando praticam crimes contra cristãos e homossexuais. Imigrantes ilegais quebram a lei local e causam todo tipo de transtorno, mas americanos são proibidos pelos “justiceiros sociais” de manifestar qualquer contrariedade. A violência cresce a passos largos com a leniência do governo de Obama, mas críticas à polícia passaram a ser veiculadas em todos os jornais.

Tudo isso deixou um nó na garganta do americano, que viu em Donald Trump um porta-voz de sua indignação contra a ditadura do politicamente correto. De maneira acertada, ele enfrentou veementemente essa imposição de cunho totalitário em sua campanha, e fez valer a vontade da maioria de seus eleitores.

6 – Entenda a mente do seus eleitores: Como todo bom empresário, Donald Trump é bom de matemática e estatística. Ele sabia que a massa do povo americano, em torno de 70% da população, foi criado sobre a cultura e valores tradicionais, os quais os progressistas tentavam destruir a qualquer custo, contra a vontade da maioria.

Ciente da repressão sofrida pelos nativos e imposta por Barack Obama e seus correligionários, os quais diziam que o povo nativo deveria dar lugar aos imigrantes e a outras culturas, Trump se colocou como defensor dos princípios descritos na Constituição de 1789 pelos Pais Fundadores e exaltou os valores tradicionais e o amor à Patria, e obteve grande aceitação.

7 – Mantenha um discurso único para todos os públicos: Uma pessoa com princípios e propostas firmes faz o que precisa ser feito, independentemente da opinião alheia. Seja ela favorável ou contrária. Como grande empresário, Trump conhece muito bem as qualidades e defeitos de seu país. Assim, possui sua visão sobre o que precisa ser mudado ou continuado.

Reafirmando o que foi dito no item 1, manter um conjunto de propostas único implica necessariamente em agradar alguns grupos e sofrer oposição de outros. O maior perigo reside no fato de querer agradar a todos e montar um plano de governo inconsistente e cheio de ambiguidades e conflitos, levando o candidato a fazer programas impossíveis de cumprir, como fez Barack Obama. A maior queixa de seus antigos apoiadores é se sentir enganados, como no caso de parte dos negros e hispânicos. Nos últimos oito anos, o número de deportações foi recorde e o desemprego entre os afro-americanos foi recorde.

Trump fez um cálculo diferente. Ele sabe que nenhum programa agrada a todos integralmente, e o escreveu sabendo que haveria concordâncias e dissidências, contanto que fosse coerente no todo. Sua implantação ainda é um incógnita, mas não e pode questionar que ele não se intimidou com as discordâncias nem fez concessões para encaixar grupos de interesse com pautas conflitantes, como é de praxe entre políticos do establishment.

Ignorou caretas e bicos e fez um programa para todos os seus eleitores, com as ideias majoritárias entre o seu público.

8 – Saiba quem são seus aliados e seus inimigos: Como homem de negócios e apresentador de TV, Donald Trump sabe o que pensa o americano médio, o progressista, o conservador, o pobre, o magnata de Wall Street, o imigrante, o trabalhado braçal, o branco, o negro, o latino, a mulher e todos os seres humanos. Também sabe quem deve defender e quem atacar. Sabe quem são seus apoiadores e detratores.

Com isso em mente, ele traçou sua estratégia de falar tudo o que deixa seus correligionários felizes e para irritar, desagradar e enfurecer seus adversários o máximo que pudesse. Ele compreendeu que Barack Obama falhou em tentar agradar a todo mundo e terminou seu mandato com popularidade baixa, pois sabe que o democrata mentiu e enganou a muitos.

Assim, percebe que deve dar voz à parte da população que o apoia e ignorar os que divergem de suas ideias, contanto que seja autêntico.

9 – Ponha sua família em primeiro lugar: Donald Trump frequenta a Igreja Presbiteriana, e valoriza a família como a maioria dos cristãos. A aparição de sua esposa Melania, seus filhos Ivanka, Tiffany, Eric e Donald Jr. se mostraram constantes ao longo de toda a campanha. Em um país fundado sob a liberdade de crença como os EUA (e o Brasil), a família consiste em valor fundamental. E Trump, ao contrário da adversária, tirou o máximo proveito disso.

Estendendo o conceito para o país, Donald Trump percebeu a insatisfação do povo americano, especialmente os mais pobres, com o melhor tratamento dispensado aos imigrantes do que aos nativos. Com o lema “Make America Great Again” (Fazer os EUA grandes novamente), ele captou o clamor de seu povo por fortalecer a economia local e dar empregos e oportunidades aos americanos natos em detrimento aos que chegaram depois.

O povo ianque sabe que não faz sentido tratar melhor uma pessoa de fora do que um membro de sua família. Trump expressou este sentimento direto ao coração do povo, com sucesso.

10 – Conheça o mundo real: A maioria dos intelectuais progressistas e jornalistas pró-Hillary trabalham em ambientes elitizados, povoado de burgueses que nunca carregaram um saco de cimento ou consertaram um encanamento. Trata-se de genete rica que nunca exerceu um ofício manual, em sua maioria.

Trump atuou e fez fortuna no ramo da construção civil. Trabalhou com seu pai desde tenra idade, no meio de pessoas da classe trabalhadora. Conviveu diariamente com pedreiros, encanadores, marceneiros, pintores, motoristas, eletricistas e encanadores, profissões pelas quais sempre expressou grande apreço. Seu trabalho deu grande oportunidade de conhecer a fundo a mente do americano médio.

Hillary Clinton foi advogada e milita na política desde os anos 1970. Sempre andou em meio de pessoas pomposas, de origem nas classes média e alta, as quais exercem trabalhos predominantemente intelectuais e elitizadas. Não teve a oportunidade de conviver com o povo como Trump, e isso se mostrou claramente uma grande desvantagem.

11 – Resiliência a perdas e revezes: Grande parte de seus colaboradores aprecia a conduta de seu chefe e o consideram bom patrão. Suas obras são conhecidas no mundo todo. Entrou em falência nos anos 90, quando perdeu cada centavo para depois voltar a ser bilionário novamente.

Seu primeiro divórcio ganhou as manchetes mundiais. Sua ex-mulher, Ivana, criou um lema “Não fique com raiva, fique com tudo. E assim fez. Isso não foi suficiente para pará-lo, pois deixou metade de seu patrimônio com ela para voltar aos dias de glória em pouco tempo.

Vitória suprema: ex-mulheres costumam fazer de tudo para prejudicar seus ex-maridos, mas Ivana declarou voto para The Donald. O irmão de Barack Obama também votou no candidato republicano.

Apesar de seus detratores tentarem depreciá-lo pelos fracassos, ele caiu e se levantou. No mundo dos negócios, o que vale é o placar. Não importa quantas vezes o empresário faliu, mas o quanto de valor ele gerou para a sociedade e seu corolário, o patrimônio líquido.

CONCLUSÃO

Você pode não gostar da pessoa de Donald Trump, de suas propostas e plano de governo. Mas todos nós devemos ter a humildade de admitir que ele é um candidato autêntico, que fala com o coração e valoriza seu povo e seu país acima de tudo. Ao contrário da sua adversária. Sua espontaneidade, coragem, combatividade, resistência ao contraditório e firmeza em suas posições o levaram à vitória, goste você ou não.

Ele escolheu seu público-alvo e seus inimigos, fez a campanha para a classe trabalhadora e para o povo cansado de ser negligenciado pelos progressistas e socialistas. Enfrentou com coragem a perseguição da grande mídia, da elite financeira e políticos do establishment, inclusive de seu próprio partido. Disseram que não iria para as prévias, e foi. Disseram que tinha 1% de ser nomeado candidato, e foi. Disseram que a vitória de Hillary Clinton era certa, uma vez que Trump não tinha o aval da classe política. A três dias da eleição, as pesquisas diziam que sua chance de vencer era de 7%.

E Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos da América, contra todas as probabilidades. Hoje há incertezas sobre como será o seu governo, da mesma forma que aconteceu com Ronald Reagan em 1980. O tempo mostrou que ele fez um bom governo e é o presidente mais popular desde Abraham Lincoln. O que o magnata da construção fez é notável, e não pode passar despercebido.

Se ele vai ser o próximo Reagan ou Bush filho, vamos deixar o tempo dizer.

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