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A verdadeira luta de classes

Créditos da imagem: site Resistência anti-socialismo, nazismo, comunismo e outras doutrinas vermelhas em resistenciaantisocialismo.wordpress.com

Todos os defensores do livre mercado estudaram as teorias econômicas de Adam Smith e reconhecem sua importância histórica. Por outro lado, nenhum liberal ou conservador seria ingênuo de pretender aplicá-la nos dias de hoje pela simples ausência de inovações acrescentadas por estudiosos mais atuais.

Curiosamente, os socialistas desejam aplicar a teoria de Karl Marx à risca, da mesma forma como foi concebida no século XIX, ignorando todas as falhas teóricas há muito comprovadas e os sucessivos fracassos de sua aplicação no mundo real, a exemplo da União Soviética, Alemanha nacional-socialista, Cuba e Venezuela.

De todos os pontos da teoria marxista, a esquerda se apega de forma ferrenha à velha luta de classes. A despeito de todas as mudanças e evoluções do sistema capitalista, os vermelhos se apegam a incitar empregados contra patrões, alegando exploração do pobre pelo rico.

Tal “exploração” ocorre de fato, mas é contada de forma completamente distorcida e equivocada pelos marxistas , ainda presos a uma teoria do século retrasado. Nas linhas abaixo, está a explicação da luta de classes do século XXI:

A LUTA DA SOCIEDADE CIVIL CONTRA A CLASSE POLÍTICA 

No século XXI, a divisão é outra. Os cidadãos estão cansados de ser explorados pelos impostos escorchantes cobrados pelo Estado. Não importa se você trabalha para outra pessoa ou é autoempregado, pois ambos são explorados pelos governos.

Não podemos cair na estratégia suja de atribuir a culpa ou mérito a entidades incorpóreas como “o governo”, “a empresa”, “o movimento”, ou qualquer outro coletivo. Nunca se esqueça que existem pessoas por trás dessas instituições. 

Posto isso, sempre que se citar os termos “governo” e “estado”, entenda POLÍTICOS. Pois são eles que tomam as decisões.

Marx definiu como capitalista aqueles que detêm os meios de produção e como proletário aquele que vende sua força de trabalho para terceiros.

Pois bem: por essa lógica, um pipoqueiro e um camelô são capitalistas exploradores, pois detêm os meios de produção. E o CEO de um grande banco e um juiz são proletários, pois possuem um vínculo empregatício com uma empresa. Um pequeno exemplo da obsolescência da teoria marxista.

Na prática, ser proprietário ou empregado não faz diferença, pois ambos jogam no mesmo time, o dos pagadores de impostos. O inimigo agora é outro: o Estado, o leviatã consumidor voraz de dinheiro confiscado via tributos. Para reforçar: Estado significa políticos.

Patrões e capitalistas têm seu dinheiro espoliado pelos políticos por meio dos impostos sobre a renda e propriedade. Empregados têm seus rendimentos tomados pelos descontos em folha, custeio de “direitos trabalhistas” como INSS é FGTS, os quais seriam muito mais vantajosos ao trabalhador se aplicados por si próprios, ao invés dos políticos, e imposto de renda. E todos os cidadãos pagam impostos sobre o consumo, mais pesados sobre os mais pobres em termos percentuais.

Não obstante tamanha exploração da classe política sobre o restante da sociedade, ainda há a burocracia para fazer qualquer coisa, rendendo altos ganhos a burocratas como tabeliães, advogados, fiscais, despachantes, corretores e outras guildas especializadas em vender serviços caros para resolver problemas criados por eles próprios e pelos políticos.

Ao contrário do que imagina o brasileiro médio, o problema não existe somente por aqui. A insatisfação com a exploração estatal ocorre na quase totalidade dos países, apesar de mais intensa em países de cultura socialista e/ou paternalista.

Se queremos acabar com a verdadeira exploração, a da sociedade pela classe política, combater os produtores de bens e serviços consiste no pior caminho, pois fortalece o Estado.

As perguntas a seguir corroboram que a luta de classes é do povo contra os políticos:

Como podemos gerar mais empregos prejudicando quem os cria?

Como queremos gerar inovações e eficiência se os cidadãos precisam gastar 1600 preciosas horas somente para declarar nossos impostos?

Como queremos melhorar a saúde e educação se mais de 50% do preço dos remédios e materiais didáticos vão parar nos cofres públicos?

Como vamos construir casas para os menos favorecidos se as taxas, juros e documentos custam o triplo do preço à vista de um imóvel popular?

Como criar negócios e produtos inovadores se o empreendedor precisa de seis meses para abrir uma empresa e gasta metade do faturamento apenas prestando contas ao poder público, sem considerar a quantidade enorme de permissões e alvarás que os políticos nos exigem?

Como o trabalhador pode ganhar um salário digno se ele perde 70% de seu poder de compra em obrigações para os políticos (imagem de título)?

A exploração do povo pelos poderosos não podem ser explicitadas de forma mais clara. Os únicos a discordar são os militantes de partidos políticos do establishment e defensores do Estado grande e da corrupção.

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