A próxima revolução econômica da humanidade – Parte 2

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Na introdução sobre a próxima revolução econômica da humanidade (veja aqui), descreveu-se de forma sucinta o histórico dos principais avanços da humanidade, necessários para o surgimento do vindouro.

A revolução da informação se mostra condição necessária para seu acontecimento, assim como a automação industrial. E a próxima revolução econômica da humanidade é:

A REVOLUÇÃO NA EDUCAÇÃO

Conforme o acesso a bens de capital e consumo se democratiza, assim como a informação e o conhecimento se tornam plenamente disponíveis às massas, novas necessidades surgem.

A sociedade baseada em consumo e entretenimento de massa deixaram de atender aos anseios de uma parcela crescente da população, se iniciando entre os mais cultos e esclarecidos. Cresce a percepção de que o desenvolvimento humano é a principal necessidade atual, devido às rápidas mudanças sociais e do mercado de trabalho.

Um novo paradigma está nascendo, e a educação formal há muito deixou de atender as necessidades das pessoas e do mercado de trabalho. O número de habilidades necessárias se multiplicou rapidamente, impossibilitando as escolas e universidades de abranger todos os conteúdos.

Cada ser humano é único, com necessidades exclusivas. Portanto, a única forma de adquirir o conhecimento necessário consiste na autoeducação, ou autodidatismo, a qual consiste na educação por habilidade. O exemplo mais comum se encontra nos cursos de idiomas, procurados por alunos os quais desejam ou necessitam aprendê-los por questões pessoais ou profissionais.

Já escrevi sobre a autoeducação no post Se você quer educação de qualidade, não vá para a escola!

Há vinte anos, escritores e empresários como Robert Kiyosaki (autor de Pai Rico, Pai Pobre) e Flavio Augusto da Silva (dono da escola de idiomas WiseUp e do clube de futebol Orlando City), falam sobre a necessidade do aprendizado de conteúdos alheios à educação formal e fundamentais para a formação de todo cidadão. Ambos criticam o sistema de ensino formal e a sua incapacidade de atender às demandas sociais.

O próximo boom econômico virá da educação por habilidades, o qual já se encontra em fase inicial. Milhares lançamentos de cursos sobre todos os assuntos ocorrem todos os dias, sendo os mais procurados os supracitados cursos de idiomas. Um exemplo tipicamente brasileiro consiste nos cursos para concursos públicos, objeto de desejo de boa parte dos egressos das universidades. Contudo, estas não abarcam a totalidade do conteúdo, o qual é buscado de forma independente pelos candidatos.

Esta é a essência da autoeducação.

Destes exemplos mais comuns, pode-se deduzir esta busca para todas as áreas do conhecimento, desde os mais técnicos até os hobbies. Aprende-se desde programação avançada de computadores até piano e bordado. Devido à dispensa de certificação formal, qualquer pessoa com conhecimentos para transmitir pode embarcar na nova revolução em nascimento.

Em algumas profissões como vendas, design e marketing, o conhecimento prático já possui mais valor que a educação formal, posto que o conhecimento pode ser adquirido por experiência prática, cursos livres e pesquisa individual.

Em outros casos, a atuação profissional desperta o interesse pela autoeducação. Alunos desinteressados na escola e universidade tornam-se estudantes dedicados a partir do momento no qual entram em contato com uma atividade profissional a qual apreciam. A partir deste ponto, ocorre um grande desenvolvimento pessoal e profissional, o qual gerará um indivíduo único.

Seu colega de classe seguirá um caminho similar, mas seguindo outra área. Apesar de ambos possuírem o mesmo diploma, seu repertório de conhecimentos será bastante diverso. Assim, o currículo do futuro resultará em profissionais únicos e em eterno aprendizado.

De tempos em tempos, novas demandas aparecerão no mercado. Novas habilidades serão exigidas constantemente, em todas as esferas da vida. Um novo editor de textos e vídeos, uma nova tecnologia veicular, um novo processo de fabricação, um idioma em voga. Enfim, muitos oceanos azuis surgirão nos próximos anos gerando oportunidades para todos.

Eles abolirão a educação formal? Não. De forma alguma. As escolas de ensino fundamental e médio ainda ensinam o conhecimento mínimo para adquirir a autoeducação: falar, escrever e interpretar textos corretamente em língua pátria, matemática e aritmética básica, história, geografia, ciências, física, química, biologia e as habilidades sociais. Tais matérias sempre foram, são e sempre serão importantes, mas se mostram insuficientes para a nova realidade.

Os empregadores e empreendedores se mostram os pioneiros em criá-la e se adaptar a ela. Um movimento crescente consiste em trocar a pergunta “em quê você é formado?” para “o que você sabe fazer bem?” ou “quais são as suas habilidades?”.

Para os que não cursaram uma universidade, surge um novo caminho. Para os que a frequentaram, a necessidade de ser um eterno aprendiz.

Na nova economia, o foco sai da produção de bens e serviços e vai para o desenvolvimento do ser humano. Você está preparado?

No post a seguir, será feita uma lista das competências mais procuradas na nova economia.

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Uma ideia sobre “A próxima revolução econômica da humanidade – Parte 2

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