Bolsonaro réu no STF: para a direita, nada a temer. Para a esquerda, um tiro no pé

familia bolsonaro

Se cassar Jair, tem Flavio, Carlos e Eduardo para assumir. A candidatura de direita está garantida em 2018.

Discussões sobre política quase sempre são acaloradas e a grande maioria dos eleitores debate com base argumentos emocionais e desprovidos de análise mais profunda, conhecimento das ciências políticas e jurídicas. Para as massas, a base da discussão política se resume às informações da grande mídia, sempre parcial e tendenciosa.

A situação se mostra mais calamitosa entre a classe média e as pessoas mais escolarizadas, as quais supõem saber mais que a média da população, mas se observa justamente o contrário. Por se manterem alheias à realidade popular e boa parte desses doutores terem as mentes envenenadas por ideologias socialistas, coletivistas e gramscistas, se mostram menos alfabetizados politicamente que pessoas não escolarizadas, como já descrito neste e neste artigo. Em educação política, nossa elite é uma vergonha.

Estes dois primeiros grupos concentram a maior parte do eleitorado, os quais reagem de maneira emocional e sem embasamento, ao contrário dos grupos abaixo. Compreenda o porquê do destaque destes.

Quando se trata de militantes de esquerda e uma parte da imprensa, há um agravante: interesses financeiros. Alguns compreendem a ciência política de fato, mas têm o rabo preso com partidos, sindicatos, universidades e verbas publicitárias. Em suma, mentem e enganam a população porque recebem altas cifras para isso.

Outros, menos afortunados, defendem partidos e ideologias sanguinárias por pequenos valores, muitas vezes a título de sobrevivência. São chamados de idiotas úteis pelos petistas, psolistas e demais esquerdistas, pois defendem um partido qual não compreendem apenas para receber migalhas, ao contrário de seus ideólogos muito bem pagos com dinheiro do pagador de impostos. Também são chamados de massa de manobra. Nesse grupo se incluem os militantes universitários, movimentos sociais como MST, MTST, LGBT, racialista, pró-drogas, dentre outros.


Feita esta introdução sobre os participantes do debate, vamos aos argumentos. Estes serão expostos da forma mais racional possível. Sobre a exposição abaixo, entenda o seguinte:

NÃO IMPORTA SE VOCÊ GOSTA, OU NÃO, DE JAIR BOLSONARO. A QUESTÃO SE MOSTRA MAIS TÉCNICA QUE POLÍTICA, E AS CONCLUSÕES IDEM.

Vaou dividir a exposição em duas partes:

1 – Por que a direita não tem nada a temer sobre o processo de cassação de Jair Bolsonaro, independentemente do resultado.

2 – Por que o fato de o STF acatar a ação por “apologia ao estupro” contra seu opositor é um tiro no pé, independentemente do resultado.


1 – Por que a direita não tem nada a temer sobre o processo de cassação de Jair Bolsonaro, independentemente do resultado.

Em primeiro lugar, a direita não cultua líderes nem pessoas. Também não cultua ideologias cegamente. Um liberal e/ou conservador consideram apenas RESULTADOS. Se um governante ou ideia produz resultados ruins, eles simplesmente serão abandonados e substituídos por outros mais eficazes. Os liberais são pródigos em ter ideias econômicas e sociais estapafúrdias, assim como a esquerda.

A diferença é que os democratas não persistem no erro, como no caso da crise de 1929 e da hiperinflação dos anos 70 e 80. Os socialistas já viram o modelo falhar miseravelmente centenas de vezes, mas não perde a esperança de que ele dê certo um dia, mesmo à custa de centenas de milhões de mortos nas mãos de Stálin, Hitler, Mussolini, Mao Tsé-Tung, Pol Pot, Che Guevara, Carlos Marighella, Fidel Castro, Chávez, Maduro, Lula, Dilma e muitos outros. Mas onde entra Bolsonaro nesta questão?

Pelo princípio da valorização dos RESULTADOS, não de ideologias, partidos ou pessoas, a cassação de Jair Bolsonaro traria simplesmente sua substituição por outro candidato alinhado às propostas da direita:

Liberalismo econômico e social, democracia, livre mercado, maior comércio exterior, reindustrialização, investimento em infraestrutura, redução de impostos e tamanho do Estado, incentivo ao empreendedorismo, combate à violência e impunidade, redução da maioridade penal, aumento das penas para criminosos de todo tipo, redução do assistencialismo, recuperação das Forças Armadas e polícias, restauração da autoridade dos pais e professores, melhoria da educação focada nas matérias básicas (português e matemática), fim da doutrinação marxista nas escolas, liberdade religiosa, liberdade para a família educar seus filhos sem intervenção estatal, privatização de estatais para combater a corrupção, redução da burocracia e do Custo Brasil e medidas para aumento da competitividade do Brasil na economia global.

Quem apoia Jair Bolsonaro, apoia tudo o que está escrito no parágrafo acima. Mas a direita não se apega a líderes, então sua cassação apenas transferiria as bandeiras para outros candidatos: Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro, seus filhos, Ronaldo Caiado, Levy Fidelix, João Amoedo (Partido NOVO) ou qualquer outro que esteja alinhado ao liberalismo e/ou conservadorismo. Então vai o recado para a esquerda:

CASSAR JAIR BOLSONARO NÃO ELIMINA A AMEAÇA A SEU PROJETO DE PODER, APENAS A AGRAVA.

Ele está sendo processado por se defender de uma ofensa, por uma resposta sarcástica que deu a uma grave acusação. Enquanto Maria do Rosário recebeu dinheiro de empreiteiras na Lava Jato, Alberto Youssef afirma que ele não participou do esquema, assim como Joaquim Barbosa, petista declarado, confirmou que ele não participou do Mensalão. Se ele for condenado por corruptos por confrontar uma deputada esquerdista, sem ter se envolvido em corrupção, será apoiado pela população que quer os ladrões fora do poder.


2 – Por que o fato de o STF acatar a ação por “apologia ao estupro” contra seu opositor é um tiro no pé, independentemente do resultado.

Posto que a ação proposta pelo PT e Maria do Rosário alega “apologia ao estupro”, a sociedade será informada da verdade sobre o caso. A deputada petista defendia o agressor Champinha, com 16 anos à época, responsável pela morte de uma garota de mesma idade após ser violada por ele e mais cinco agressores por duas semanas. Maria do Rosário defendia a impunidade do criminoso por ser menor de idade, e afirmou que ele era uma criança e não compreendia a gravidade de suas ações, por isso não merecia ser punido pelo estupro.

Bolsonaro defendia a punição do menor estuprador e a redução da maioridade penal, medidas contrárias as de Maria do Rosário. Segundo pesquisa do Datafolha de agosto de 2014, 89% da população é a favor da redução da maioridade penal e 82% aprovam punição mais dura para estupradores, como a conversão em crime hediondo e a castração química voluntária. Todos projetos de Jair Bolsonaro, os quais estavam sendo defendidos naquela discussão e ela perdeu na argumentação. Só lhe restou apelar para o vitimismo e provocação barata, a qual o deputado infelizmente caiu na arapuca da petista pelo “arroubo retórico”, o qual motivou esta ação acatada pelo STF.

Mas por que isso é um tiro no pé da esquerda?

Por dois motivos:

Primeiro, o artigo 58 da Constituição Federal garante o direito de livre expressão do parlamentar em plenário, não podendo ser punido por qualquer coisa que diga em discurso. Os próprios ministros que receberam a ação são unânimes em dizer que houve flexibilização da aplicação da lei para atender fins políticos, de cassar o mandato de um opositor forte, com o poder de acabar com o projeto de poder de toda a esquerda latino-americana. Qualquer leigo observa clara motivação política nesta decisão do STF, e precisamos considerar algo muito importante:

Atualmente, o PT está no poder e manipula a lei para prejudicar um opositor. Caso Bolsonaro seja condenado, será criada jurisprudência a qual flexibiliza a imunidade de emissão de opinião do parlamentar. Declarações polêmicas são feitas por governistas o tempo todo, sempre respeitando o artigo 58 da CF. Então vem a pergunta:

Caso o PT e seus aliados saiam do poder, seus adversários não poderiam cassar e tirar da vida política centenas de políticos petistas e psolistas, os quais emitem opiniões controversas na tribuna, que hoje criaram essa brecha apenas para prejudicar Bolsonaro? Caso voltem à oposição, não seriam abatidos pela própria lei que alteraram? Em 2018, é quase certo que não estarão mais no poder, por isso a condenação de Bolsonaro é um tiro no pé da esquerda brasileira.

E caso a direita assuma o poder em 2018, não condenarão a rodo todos os políticos da antiga base aliada pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro que cometeram? A condenação de um político que não cometeu crime apenas pelo confronto de um governista não abrirá precedentes para que o mesmo seja feito com eles?

Apenas por esse motivo, a alteração jurisprudencial proposta pelo PT, via STF aparelhado por ele, gera um precedente perigoso, com potencial de transformar a atividade parlamentar em algo parcial e vinculado às vontades dos detentores do poder. Tais manobras para calar adversários só foram vistas em regimes totalitários: Hitler  calou opositores. Mussolini calou opositores. Stálin, Mao, Pol Pot, Fidel Castro, Maduro e Kim Jong-un não admitem ser contrariados.

Pouco importa se aconteceu com Bolsonaro. A liberdade do parlamentar de emitir qualquer posição precisa ser respeitada, independente de partido, posição ou ideologia. Não há democracia sem liberdade, e o STF não pode agir como uma Gestapo petista. Entenda como funciona a Gestapo petista. Hoje a esquerda se beneficia, amanhã pode ser vítima da própria mordaça. A direita pode não concordar com as posições de seus rivais, mas jamais tirará o direito de se manifestarem, pois a democracia está acima da ideologia.

O segundo motivo aparecerá no caso de Jair Bolsonaro ser absolvido. Caso os ministros do STF façam um julgamento estritamente técnico, a comprovação de sua inocência se mostra praticamente certa, pois se todos os (milhares de) discursos e confrontos ocorridos no Congresso nos moldes deste que é o objeto da ação, a quase totalidade dos parlamentares perderiam seus mandatos e ficariam inelegíveis, em sua maioria da base governista de Dilma e Lula.

Neste cenário mais provável de absolvição, o povo brasileiro entenderá a manobra como uma tentativa desesperada de eliminar um opositor que ameaça seu projeto bolivariano, uma forma de colocar uma mordaça em um homem que conta com o apoio de considerável parcela do eleitorado. Enquanto os políticos dos partidos do estabilishment e da estratégia das tesouras veem Bolsonaro como uma ameaça ao Foro de São Paulo ser absolvido, cairão em descrédito pela atitude fascista e antidemocrática.

Se Jair Bolsonaro for absolvido, sairá fortalecido. O povo compreenderá que os réus e condenados da Lava Jato apenas tentam combater um adversário que combateu e denunciou o esquema. E o povo honesto perceberá o processo com um golpe da esquerda contra a mudança que os brasileiros querem. E que Bolsonaro está do lado da nação, não dos marxistas do PT/PSOL/PCdoB/PSDB/Rede/PMDB/PDT.

Verão o processo de cassação como um golpe contra o povo brasileiro que quer a saída dos velhos políticos e ideologias falidas, as quais são defendidas por Lula, Dilma, Aécio Neves, Ciro Gomes e Marina Silva. Todos envolvidos na Lava Jato. A cassação de Bolsonaro seria um golpe na mudança.

Após a exposição completa, pode-se resumir tudo em uma frase: se Bolsonaro for cassado, outro direitista entrará no seu lugar para combater a velha política. Os brasileiros saberão da verdade e a direita se fortalecerá. A esquerda não tem para onde fugir, nem cooptando a mídia e militantes. Se Bolsonaro for absolvido, ele sairá fortalecido e ganhará força entre o eleitorado que não aguenta mais os desmandos e ingerências dos governos que arrasaram o Brasil nos últimos 30 anos.

O SOLDADO QUE VAI PARA A GUERRA E TEM MEDO DE MORRER É UM COVARDE!

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