Se você quer educação de qualidade, não vá para a escola!

flavio

Flavio Augusto da Silva, fundador do WiseUp. Nunca frequentou universidade e é o maior defensor da auto-educação na atualidade.

Um dos clamores sociais mais recorrentes diz respeito a “educação pública gratuita de qualidade para todos”. Em um mundo desenvolvido, esse é um excelente objetivo a se alcançar. Ele será possível a partir do momento que os brasileiros desapeguem de dois  dos termos: gratuita e pública.

Em primeiro lugar, nada é gratuito. Os professores não fazem trabalho voluntário, precisam e devem ser remunerados pelo seu importante trabalho. As editoras também não doam os livros, pois não são instituições de caridade. Assim como os demais fornecedores de material, dependem da receita da venda de seus produtos para sobreviver. Não é porque o aluno ou seus pais não pagam pelo ensino e material didático que a escola é gratuita. Simplesmente, outras pessoas bancam sua educação por meio de impostos. E um pessoa que deseja aprender e evoluir de verdade não se preocupa se o ensino é gratuito e pagará pelo conhecimento. Caso não tenha recursos financeiros suficientes, achará uma caminho para aprender, comprando material em sebos, na internet, doações ou trocas. Muitos  pobres e miseráveis cheios de determinação prosperaram a duras penas, buscando o saber mesmo sem dinheiro no bolso. Definitivamente, a palavra gratuito não cabe aqui.

Então vamos à palavra público. Desde os tempo de Getúlio Vargas, o povo brasileiro acredita que o governo deve ser o responsável por cuidar das necessidades da população e a ensinou a cobrá-lo por isso. O problema é que todos os governos mentem para o povo, como no caso da saúde, descrito neste link (Políticos mentem porque a população se sente melhor assim). O mesmo vale para a educação: o Estado promete algo que não tem recursos financeiros, materiais e humanos para cumprir e engana o povo.

Da mesma forma que aquele cafajeste que promete uma mansão para sua parceira quando se casarem, mesmo estando desempregado e falido, com o único objetivo de seduzi-la. Some depois que consegue o que quer e volta quando a deseja de novo, fazendo a mesma falsa promessa. O político que promete educação de qualidade para se eleger faz a mesmíssima coisa. Após a eleição, desaparece, Quatro anos depois, retorna e promete de novo educação de qualidade sem recursos para cumprir.

Em países como Cingapura, Suécia e Suíça funciona o sistema de vouchers, no qual cada estudante ganha um crédito do governo para estudar no colégio privado de sua preferência, e tais nações lideram o ranking de educação da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Portanto, podemos e devemos eliminar a palavra público pela sua inviabilidade prática. Então ficamos com o que realmente importa:

EDUCAÇÃO DE QUALIDADE

Olhando para o ranking internacional, podemos constatar outra verdade inconveniente: apesar de ofertarem ensino de qualidade superior às escola publicas, as instituições privadas também não oferecem um padrão suficientemente bom para nos alçar às primeiras posições, nos permitindo apenas ficar no meio da tabela se considerarmos apenas o ensino pago. Mesmo os colégios particulares deixam muito a desejar em qualidade de ensino e, no atual estado das coisas, não solucionam nossas carências educacionais. Então lhes apresento a verdadeira solução:

A AUTO-EDUCAÇÃO

Qualquer indivíduo que tenha refletido minimamente sobre as nossas salas de aula sabe que nosso ensino não nos prepara para a vida. Mesmo cursos superiores como medicina e engenharia formam profissionais despreparados e com uma série de deficiências de habilidades. No caso de graduações em faculdades de segunda linha ou cursos menos exigentes, o quadro se mostra medonho: 40% dos alunos são analfabetos funcionais! Ou seja, não sabem escrever conforme a norma culta da língua portuguesa, interpretar textos e fazer cálculos nas quatro operações básicas, porcentagem e regra de três. Após mais de quinze anos na escola, não sabem o básico do básico.

No geral, apenas 9% da população tem pleno domínio do português e matemática básicos.

A razão é muito clara. O sistema de ensino prepara alunos para passar nas provas, não para desenvolver habilidades úteis e com finalidade prática. Sem dúvida, os alunos mais aplicados as aprendem e desenvolvem com maestria, obtendo plena formação e estando preparados pra aprender o que quiserem. Porém, o sistema estimula a maioria a chafurdar na mediocridade com aprovações automáticas, provas com baixo nível de exigência, infinitas chances de aprovar alunos que não dominam a matéria com o único objetivo de girar uma fábrica de diplomas.

Para aqueles que realmente desejam ou precisam aprender, resta apenas a alternativa da auto-educação ou autodidatismo, o qual se inicia quando o indivíduo assume a liderança do próprio aprendizado, fazendo seu próprio currículo e se desenvolvendo em seu ritmo. Somente o dono de sua realidade compreende suas necessidades acadêmicas e o fazem para adquirir conhecimento verdadeiro, sem necessidade de estudar apenas para passar em uma prova, pois a necessidade se mostra real.

Um autodidata não perderá tempo estudando algo sem aplicação em sua vida real, a não ser que o faça pelo prazer de estudar. Em suma, quando se aprende a aprender, o estudo deixa de ser um fardo e passa a ser uma alegria e até um hobby. O autor deste blog, este que vos fala, nunca se conformou com a forma como as matérias de história, geografia e suas correlatas como sociologia e ciência política eram ensinadas na escola, sabendo claramente que tudo era falso e visava apenas à aprovação em universidades públicas.

Então, resolveu estudar de maneira independente, com o objetivo de saber a VERDADE. Não de passar no vestibular ou agradar amigos “descolados” de esquerda ou de direita. As fontes oficiais não traziam nada diferente do senso comum, então iniciou-se a busca em fontes alternativas e externas, como livros de autores estrangeiros e de outras áreas como administração e economia. Após milhares de vídeos e áudios assistidos e dezenas de milhares de páginas lidas, consegui descobrir a verdade que procurava de maneira satisfatória, mesmo que inacabada por força das demandas da vida.

Mas de uma coisa tenho certeza: se não fosse por este estudo independente, ainda estaria preso na caixa ideológica dos livros do MEC e da imprensa. Ou no meu caso, que sempre soube da falsidade do conteúdo, ficaria no limbo intelectual e na confusão de ideias, totalmente desorientado. Por isso, afirmo com todas as letras:

SE VOCÊ DESEJA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE, NÃO VÁ PARA A ESCOLA!

Paradoxalmente, fui introduzido à cultura da auto-educação pelo meu pai, professor universitário. Em tese, ele deveria defender o sistema de ensino com unhas e dentes, o que fazia parcialmente. Como docente, ele sempre me alertou da limitação de escopo da educação formal, alertando categoricamente sobre a insuficiência do conteúdo programático das escolas e universidades e que eu deveria estudar muito mais por fora, em livros e cursos livres.

Como ele próprio pratica o que prega e obteve ótimos resultados, segui seu conselho de maneira radical e entusiasmada. Graças a Deus, também está funcionando bem na minha vez. Recomendo a todos, pois os resultados são reais. Por isso, afirmo que a maior sorte que tive ao nascer foi ter uma família a qual me ensinou a importância da auto-educação. Isso não tem preço.

harvard

Bill Gates, o homem mais rico do mundo. Ele abandonou Harvard para fundar a Microsoft.

Recentemente, conheci um trabalho chamado Geração de Valor, comandado por Flavio Augusto da Silva, fundador do WiseUp, a maior rede de escolas de inglês do Brasil. Ele conta sobre sua trajetória totalmente focada em aprender o essencial para o seu progresso, sem perder tempo com a educação formal. Não cursou faculdade e conta sua forma de estudo, baseada no autodidatismo. Quando li seus textos pela primeira vez, me identifiquei imediatamente e vi que esta cultura não estava restrita a meia dúzia de pessoas, pois seu projeto tem alcance superior a 3 milhões no Facebook.

Aos 17 anos, passei a cursar engenharia mecânica em uma faculdade de período integral, na qual o autoaprendizado e automotivação eram levados às últimas consequências, com centenas de provas e trabalhos a ser entreguem em tempo recorde, somado ao estágio nos últimos dois anos. Após cinco anos de graduação em um curso dificílimo, tive a confiança de que poderia aprender o que quisesse.

Caindo no mercado de trabalho, dezenas de desafios surgiram em cascata, um em decorrência do outro. Como atuei no mercado financeiro, precisei estudar a fundo economia, administração e ferramentas de informática, em dezenas de cursos, livros e muita ralação na prática para obter os resultados reais. Com o aumento de renda, precisei aprender a investir, então mergulhei de cabeça em livros de finanças pessoais, mercados financeiros, economia, contabilidade, administração e até psicologia econômica. Com direito a uma pós-graduação em mercados financeiros.

Com o amadurecimento natural, percebi que precisava compreender mais o lado humano para aumentar minhas aptidões, então fiz cursos de oratória, comunicação pessoal, técnica vocal e devorei centenas de livros de psicologia, neurologia, relações interpessoais, autoconhecimento, técnicas de negociação, argumentação e toda a miscelânea de assuntos no campo do desenvolvimento pessoal. Sempre filtrando os ineficazes dos de boa qualidade, o que me ajudou a desenvolver o senso crítico.

Quem assume a auto-educação como filosofia de vida a pratica até em momentos de lazer. Quando adolescente, minha mãe me ensinou o básico de cozinha e culinária, e após morar sozinho pude aprender receitas novas e/ou sofisticadas em tutoriais do YouTube e livros, sem necessidade de fazer cursos. Quem gosta muito deve fazê-los, não o fiz por ter outros interesses. Aprendi a fazer pequenos serviços como instalar eletrodomésticos, montar móveis e instalar suportes e quadros por meio da internet. Mantenho os fundamentos de línguas estrangeiras em sites especializados, a despeito dos poucos meses de cursos de línguas que fiz há dez anos. Neste ponto estou meio parado em razão de outras prioridades de estudo.

Sou um praticante de longa data da autoeducação, mas estou longe de ser o único. Milhões de pessoas o fazem, e todos os grandes expoentes de todas as áreas só chegaram lá graças a ela. Aprender rápido e de forma autônoma se mostra condição sine qua non para o sucesso. Warren Buffett, Bill Gates, Steve Jobs, Jorge Paulo Lemann e Flavio Augusto só podem creditar ao seu autodidatismo o seu êxito, pois descobriram respostas que ninguém sabia antes deles. Se tivessem se restringido à educação formal, talvez fossem funcionários comuns com salários medianos. Mas a auto-educação mudou tudo para eles, assim como muda para qualquer pessoa que realmente o segue.


CONCLUSÃO

Não podemos perder tempo esperando o governo ou as escolas nos fornecerem educação de qualidade. Muito menos pública ou gratuita. E mesmo se cumprissem o que prometessem seria insuficiente, pois o currículo oficial ignora a quase totalidade das áreas de conhecimento mais importantes e coloca cidadãos preparados na sociedade, os quais alcançarão resultados muito limitados em todas as esferas da vida, prejudicando a nação como um todo.

Quem deseja adquirir todos os conhecimentos necessários para ter sucesso precisa fazê-lo por conta própria, pois a educação formal é incapaz de ensinar tudo, considerando a infinita diversidade entre os indivíduos. O estudante, o eterno aprendiz, deve assumir a liderança na construção de seu currículo e conhecimento até o último dia de sua vida, pois o aprendizado tende ao infinito. Sim, você vai estudar para sempre. E ninguém vai te ajudar e dizer o que fazer. Você está por conta própria. Forever. Aceita que dói menos. E nunca se esqueça:

SE QUISER EDUCAÇÃO DE QUALIDADE, NÃO VÁ PARA A ESCOLA.

Porque lá ela nunca existiu, não existe e nunca existirá.

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