Recado aos cidadãos mais abastados e instruídos do Brasil

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A grave crise econômica e política no Brasil tem trazido maior interesse da população como um todo sobre assuntos políticos. Escrevendo artigos sobre o tema, converso com pessoas de todas as cores, raças, crenças, formações, estilos de vida e classes sociais. Normalmente, os mais humildes se mostram mais abertos ao diálogo e tendem a não defender nenhum partido ou político, e tendem a ter maior vontade de aprender sobre o tema, dado os enormes problemas que os governantes atuais causaram para eles.
Posto isso, os mais humildes entendem com facilidade que uma sociedade com menos cargos comissionados e empresas públicas para políticos poderem roubar e usar como barganha faz bem para a sociedade. Pobres se mostram mais abertos às ideias liberais e as compreendem com clareza. No debate político, a vergonha do Brasil é outro grupo:
PESSOAS COM BOA FORMAÇÃO ACADÊMICA, BOA COLOCAÇÃO PROFISSIONAL E QUE SE ENCAIXAM NOS 10% MAIS RICOS DO PAÍS, MAS QUE SÃO SEMI-ANALFABETOS POLÍTICOS
Desta vez, não falo dos estudantes e professores de história, ciências sociais, filosofia ou outros cursos da área, pois esses foram corrompidos pelo marxismo de forma irrecuperável, na esmagadora maioria das vezes. Por serem um grupo social minúsculo e terem a mente fechada a tudo que não faz parte da religião  cultura marxista, não há possibilidade de diálogo. Estão descartados, pois defendem um partido acima do Brasil.

A grande vergonha nacional são os abastados e instruídos que dizem que “não são nem de esquerda, nem de direita”, mas insistem em defender ideias marxistas/socialistas sem nem perceber o que fazem. Por possuírem,
  •  alto grau de instrução (graduação, pós, mestrado ou doutorado);
  • e/ou boa colocação profissional (empresários, executivos ou servidores públicos de alto escalão);
  • e/ou boa condição financeira (renda acima de R$ 3 mil),=;
  • e/ou mais de 35 anos, alegando que acompanh política há muito tempo,

acreditam entender muito de política quando, na verdade, são semialfabetizados em política, desconhecendo conceitos básicos como esquerda/direita, liberal/conservador, estatista/libertário, por mais imprecisos e equivocados que esses sejam. Sabem disso, mas raramente justificam de maneira fundamentada e coesa.

Utilizam os termos fascista e nazista sem conhecer seu contexto e grande parte acredita que o impeachment, a cassação de Eduardo Cunha, a prisão de Lula e Aécio Neves e o fim do PT são a grande solução para os problemas do Brasil. Ao expor esse argumento, geralmente ficam indignados e rebatem de forma emocional dizendo que “eu defendo corruptos por achar que essas medidas não são a solução”.

Óbvio que tudo isso precisa acontecer, mas eles ignoram as raízes mais profundas do problema, cuja causa tem origem centenária e é necessário ler centenas de páginas e ouvir horas de podcasts e aulas para entender. Precisam com urgência estudar a obra de Olavo de Carvalho e queimar os livros do MEC.

Os menos escolarizados têm uma grande vantagem sobre a “elite branca”: eles compreendem que sabem pouco e são mais abertos a novas ideias. Os abastados e instruídos julgam saber muito, posto que estudaram história e política na sua escola chique e na sua graduação, especialização ou doutorado.

Coitados. Não sabem que foram enganados e tudo o que aprenderam está manipulado pelos professores esquerdistas do MEC e DCE´s. Dizer a esses diplomados que precisam estudar tudo de novo com professores diferentes e métodos novos fere seu orgulho, pois muitos têm uma parede forrada de certificados que lhes dá credibilidade em suas áreas, mas ainda assim são semianalfabetos políticos.

Ao contrário dos menos favorecidos, ficam com seu orgulho ferido e lutam para se manter na ignorância.


Hoje mesmo tive diálogos como esse com pelo menos quatro pessoas de diferentes grupos, em diferentes lugares, em diferentes horários. Todas tinham bons cargos e salários e pelo menos graduação em alguma área. Além de não conseguir refutar os argumentos, passaram a defender (sem perceber) aquilo que o PT e o PSDB fizeram nos últimos 30 anos e quebrou o Brasil: mais Estado e mais poder aos políticos.
Brasileiro é um bicho engraçado. Por puro medo caipira do desconhecido, prefere defender um modelo falido criado pelos políticos que nos roubam há 30 anos do que tentar uma mudança real. Mantém a mente fechada a ideias novas.
Esgotados os argumentos pró-governo, quase todos os diálogos terminam com:
“Pedro, você é fascista.” “Pedro, você não pode ter ódio cego ao PT e PSDB”, “Pedro, você é radical demais.”, “Nada muito radical pode dar certo.”.
Não compreendem que os cegos são eles, meros repetidores de discursos de professores de esquerda e da Globo, como 90% da população. Dureza é ter que ouvir isso de gente com pós-graduação e mestrado.
Pessoas que nunca estudaram escola austríaca de economia, nem Keynes, nem escola de Chicago. Tampouco leram sobre ciências políticas, libertarianismo ou gramscismo. Mal e mal conhecem rudimentos de economia e marxismo, aprendidos casualmente em uma matéria secundária na faculdade. Não sabem quem é Olavo de Carvalho, Percival Puggina e Demétrio Magnoli.
Considero positivo o fato de o brasileiro se interessar mais por política. Porém, para sermos um povo realmente politizado, todos nós precisamos estudar muito mais sobre o assunto. Começando pelos que têm doutorado, mestrado, pós-graduação, curso superior e que são donos de empresa, ocupam cargos de gestão e servidores públicos. Os mais abastados e instruídos primeiro, por favor.
O artigo abaixo, do Instituto Mises Brasil, mostra como se desenrolam a maioria dos diálogos com essas pessoas cheias de cargos, diplomas e dinheiro, mas semi-analfabetas em política:
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2 ideias sobre “Recado aos cidadãos mais abastados e instruídos do Brasil

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