COMO NASCE UM ESQUERDISTA

Os petistas, psolistas, governistas e isentões têm algo em comum: a maioria fracassou nos estudos, especialmente nas matérias de exatas, tirava notas baixas e passavam de ano no conselho de classe, os que não repetiram pelo menos um ano. Eram da “turma do fundão”, fazendo parte da turma dos populares: os malandros, os esportistas, os baladeiros e as meninas bonitas e desejadas. Ir a festas, viagens, beber, namorar e passear eram suas prioridades. E aí que mora o perigo.
Os alunos “descolados” são o alvo mais fácil para pessoas inescrupulosas como professores de história e geografia, alunos de cursos de sociologia, filosofia e humanidades, dentre outras. Seu objetivo é doutrinar inocentes na ideologia esquerdista, especialmente o marxismo e o socialismo. Precisam recrutar militantes para seus partidos e causas sociais, e sabem que jovens inexperientes, de pouca inteligência, entediados e de cabeça vazia são as presas mais fáceis para seus planos.
Jovens de classe média ou ricos sem objetivos ou vontade de progredir, visando apenas a prazeres efêmeros no presente e sem responsabilidades familiares são o perfil ideal de esquerdista, pois possuem muito tempo livre  costumam ser bem relacionados, ajudando no recrutamento de militantes. Adolescentes pobres precisam trabalhar muito cedo e assumem o compromisso de ajudar a família a pagar as contas. Como trabalham e/ou estudam muito, não têm tempo livre nem disposição para isso.
Os jovens abastados mais estudiosos e destacados academicamente almejam um futuro de sucesso, seguindo carreiras prestigiadas como médico, engenheiro, empresário, juiz ou financista. Trabalho e estudo são prioridades absolutas e não têm tempo a perder com teorias socialistas. Além disso, sabem que tudo que o PT/PSOL/PCdoB defendem não funciona na prática, por isso é muito raro um jovem estudioso e esclarecido acreditar em ideologias de esquerda.

Conforme se desenvolvem em suas carreiras, tendem a desprezar cada vez mais o comunismo, pois compreendem que só o esforço pessoal traz prosperidade, e que o socialismo e o distributivismo foi adotado pelos seus colegas menos estudiosos e trabalhadores. Aqueles mesmos que viviam em festas e viagens enquanto você estudava para o vestibular e praticavam bullying  contra os nerds estudiosos, ao mesmo tempo que invejavam sua capacidade de aprender, seu afinco nas matérias e se ressentiam dos elogios que pais, professores e outros adultos faziam para a sua conduta, ao passo em que criticavam a deles. Aqueles mesmos que faziam chacota de você por perder a juventude estudado e não curtir a vida como eles. E são as voltas que a vida dá que formam os petistas de classe média.
Aos 23 anos, havia alunos do quarto ano de medicina, bacharéis em direito e engenheiros formados nas melhores faculdades entre os alunos mais destacados, os quais já haviam iniciado carreiras promissoras em suas áreas. Na turma do fundão, a maior parte estava no primeiro ou segundo ano de cursos de humanas em universidades públicas ou cursos se negócios em faculdades de segunda linha. Outros pularam de curso em curso, sem foco algum, e alguns se deram ao luxo de não fazer nada, desfrutando de uma vida de farra, prazeres e viagens. Porém, toda ação tem sua reação.

Nos encontros da turma do colegial, as comparações são inevitáveis. Enquanto os mais estudiosos engatam carreiras em multinacionais e bancos de investimento, os populares ainda estão começando um curso superior em instituição sem prestígio. Os primeiros têm um bom salário, têm carros novos e estão comprando imóveis com recursos próprios, os últimos ainda vivem de mesada. Os assuntos são diferentes, o jargão corporativo se incorporou ao linguajar comum dos mais avançados, os planos e a mentalidade são muito complexos para os que ainda vivem no esquema faculdade-academia-balada-namoro. A inveja e o sentimento de inferioridade florescem, e estão formadas as condições para nascer um novo esquerdista.

Expostos a círculos de pessoas sem grandes perspectivas, cujo foco principal é a balada do fim de semana ou a próxima aventura sexual, a inveja floresce. Influenciado por pessoas que vivem de dividir as pessoas entre nós e eles, conquistam as mentes mais vulneráveis. Por natureza, evitam tudo o que é difícil e fogem de grandes sacrifícios, pois não querem deixar de curtir a vida enquanto são jovens. Investir na carreira? Comprar uma casa? Abrir uma empresa? Fazer uma pós? Depois que eu estiver mais velho eu faço isso. O importante é curtir agora, pois nem sei se vou estar vivo amanhã.
Lugares como baladas, bares e faculdades estão cheias de pessoas com essa índole, nos quais os esquerdistas predominam. Durante a diversão, pregam que a sociedade é injusta, que deve haver distribuição de renda dos ricos para os pobres por meio de impostos, que os programas sociais são a única solução para acabar com a pobreza e que o cidadão é incapaz de dirigir sua vida sozinho…somente um governo com políticos bem-intencionados sabe o que é melhor para seu povo, pois sem a intervenção do Estado haverá a exploração do homem pelo homem.
E para implementar a “revolução”, precisa de jovens dispostos a fazer tudo para “derrotar a burguesia” e acabar com a “mais-valia”. Ao observar o sucesso de seus colegas mais competentes e a sua situação, participar da militância de esquerda parece a tábua de salvação. Quem não quer ter uma vida boa por conta dos ricos e poderosos, com tudo garantido pelo governo? Não é ótima a ideia que o Estado cuide de seus cidadão do berço ao túmulo, os provendo de tudo que precisam? Para mentes acostumadas a seguir a boiada, parece uma ótima causa para lutar. É hype ser um “guerreiro da justiça social” e estar enturmado, assim como era nos tempos do colegial.
Frequentando bistrôs da Vila Madalena ou da Zona Sul do Rio de Janeiro, passam horas discutindo as soluções para acabar com a desigualdade social no Brasil e todas as injustiças que os menos favorecidos sofrem. Racismo, preconceito, homofobia, machismo e todo tipo de divisão social são eternizadas como uma religião. São doutrinados que a luta de classes é uma realidade e que precisam dividir para conquistar. Ser revolucionário é lindo.

Enquanto isso, seus colegas médicos, engenheiros e advogados continuam avançando na carreira. Uma colega destacada passou para a magistratura aos 29 anos e outro já formado em medicina é aprendiz de cirurgião, ao passo que já comprou seu apartamento junto com a noiva. Uma terceira dirige sua empresa de contabilidade e o engenheiro da turma trabalha na Inglaterra.

Por sua vez, os revolucionários seguem há oito anos em curso de ciências sociais, filosofia e história de nove semestres, ainda mora com os pais e não arrumaram emprego. Outros optaram por não estudar ou concluíram as graduações sem interesse em atuar, e optaram por viajar o mundo às custas dos pais, para conhecer novas culturas e “abrir a mente”. Por outro lado, continuam dependentes da família.

Outra moça que “engravidou por acidente” quando tinha 19 anos fez faculdade de pedagogia, ao mesmo tempo em que cuidava de seu bebê. O pai da criança nunca deu suporte e a principal responsável pelos cuidados era a avó. Após sua formatura, assumiu o magistério e recebia um baixo salário, sendo suas despesas custeadas pelos pais. Quando seu filho estava mais independente, com sete anos, “engravidou por acidente” novamente, de outro rapaz.
Atualmente, a professora cuida de seus dois filhos e recebe as duas pensões, conquistadas após longas batalhas judiciais, além de seu pequeno salário. Nenhum homem presta, são todos canalhas que oprimem as mulheres. Para manter seu padrão de vida, os pais pagam o excedente das despesas com escola, carro zero e roupas de marca, pois a filha e os netos não podem “passar necessidade”. A sociedade injusta não valoriza o trabalho do professor, diz ela. Desde o primeiro dia de aulas até as reuniões de pais e mestres, a doutrina esquerdista se mostra onipresente entre os docentes.

O mais popular da escola, conhecido por todos e sempre convidado para festas, sempre teve vida social agitada. Sofria grande assédio das mulheres, ganhando a fama de “garanhão” e “pegador”. Tinha excelente comunicação e traquejo social, mas pouca concentração para o estudo. Optou por não fazer faculdade e aos 18 anos começou a trabalhar como vendedor de roupas. Devido à sua competência como vendedor, progrediu rapidamente em sua carreira e se especializou em carros de luxo. Passou a conviver com pessoas de classes sociais mais altas e se deslumbrou.
Apesar dos bons ganhos, mantinha um estilo de vida opulento, o que o mantinha constantemente endividado. Sua vida financeira passava por altos e baixos frequentes, e o gerente do banco era um dos seus contatos mais frequentes. Se esforçava para se manter no nível do colegas, mas acabara de terminar seu terceiro casamento devido a um caso de infidelidade. Sua situação que estava sob leve equilíbrio, o deixou completamente quebrado. Tinha muitas despesas em atraso e teve a energia elétrica de sua residência cortada por falta de pagamento. Seu ponto de honra sempre foi a pensão de sua filha, a qual já havia deixado de almoçar por um mês para pagá-la.
Sua segunda mulher o abandonou devido ao término litigioso do primeiro casamento, devido a perseguições e ameaças da ex-esposa. O acúmulo de fatores como relacionamentos conturbados, infidelidade e problemas financeiros fizeram a união naufragar em poucos meses, a despeito da luxuosa festa dada às famílias. As comemorações e a viagem de lua-de-mel ainda estavam sendo pagas.
Dois anos depois, conseguiu reorganizar a sua vida e entrou em um novo relacionamento. Desta vez, sua companheira apresentava uma personalidade calma e centrada, o exato oposto das duas ex-esposas. Por ser disciplinada e dedicada, esta namorada trouxe grande melhora à sua situação e conseguiu amenizar os problemas com a primeira esposa e organizou as finanças do casal, a despeito de seu salário mediano. Defendia a tese que o controle é mais importante que uma renda alta. Casaram em pouco tempo e sem pompa, mas deixou claro que não haveria nenhuma tolerância a traições. Ele se esforçou, mas uma funcionária de sua loja o assediou e ele cedeu. Foi descoberto rapidamente e o matrimônio foi rompido conforme o combinado. Quando tudo parecia se encaminhar, sua fraqueza por mulheres pôs tudo a perder.
Em uma tentativa de superar o rompimento, comprou um carro mais caro e passou a frequentar locais de elite, gastando milhares de reais em uma noite. Todo o equilíbrio que sua última ex-esposa lhe trouxe foi por terra em poucos meses. Somado às despesas do divórcio, estava quebrado novamente.
À noite ele ficava pensando na facilidade em que seus clientes mantinham um padrão de vida muito superior ao seu, enquanto ele tinha que fazer diversos empréstimos e “rolos” com amigos e familiares para resolver sua situação, uma cosntante ao longo de toda a sua vida. Sabia que os abastados tinham grande facilidade em fazer dinheiro, apesar de não compreender como eles conseguiam. Ao recebê-los em sua loja, estavam sempre calmos e de bom humor. Invejava profundamente o quanto eles não se preocupavam com finanças sem ter que se sacrificar tanto. Queria se libertar do caos em que sua vida se transformou e sentia profundo remorso pelo que tinha praticado. Os amigos dos tempos de escola marcaram nova reunião, e ele ficou esperançoso para ouvir novas ideias.
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