O VERDADEIRO CULPADO DO ESTOURO DA BARRAGEM EM MG

mariana
 
O capitalismo brasileiro é conhecido pela aliança entre as grandes empresas e o governo. As corporações doam dinheiro para as campanhas, com o objetivo de obter vantagens.
 
Obviamente, este foi o caso da Samarco/Vale/BHP. Este pool de empresas doou mais de R$ 5 milhões para a campanha de Dilma Rousseff e Fernando Pimentel, ambos eleitos pelo PT para a presidência da república e para o governo de Minas Gerais. Claro que não saiu de graça para os ocupantes dos cargos.
 
Como engenheiro, sei que uma barragem costuma ser dimensionada para suportar pelo menos três a quatro vezes a carga média de trabalho. Assim, seria altamente improvável o rompimento, fazendo a construção de acordo com as boa práticas de engenharia civil. Só que não.
 
Só que não quando tem agentes públicos fiscalizando a construção e manutenção da obra. E quando há empreiteiras lutando por contratos com o governo envolvendo dinheiro de nossos impostos, a fim de engordar os lucros bilionários. Os políticos entram no esquema porque as grandes corporações financiam suas campanhas, pois morrem de medo de perder os recursos para a próxima campanha e não se reeleger.
 
Esse conluio leva à falta e/ou omissão na fiscalização das obras e operações, visando a interesses comuns entre os governos de Dilma, Pimentel e as empresas. Um colapso dessas proporções certamente seria detectado com muita antecedência. A inação dos agentes públicos, por ordem dos eleitos em 2014, levou à tragédia: os fiscais de obras detectaram os problemas, sabiam de tudo e foram impedidos pelos governantes de fazer o seu trabalho, pois aqueles não podiam punir aqueles que os financiaram.
 
A mídia esconde informações sobre a tragédia ocorrida em MG porque também tem interesses: depende das verbas publicitárias tanto do governo quanto das empresas para manter seu negócio. Para ela, não faz sentido falar mal de quem a sustenta. A tragédia que vitimou 200 pessoas na França também é muito grave, e as empresas de comunicação brasileiras dão ênfase a ela porque não envolve interesses econômicos.
 
Então está formado o círculo vicioso: políticos favorecem empresas que financiam partidos. E a mídia se cala porque ambos a financiam com propaganda, preferindo noticiar algo que não impacta nas suas receitas.
 
Como fiscalizador de última instância, deveria multar as empresas ANTES da tragédia ocorrer e embargar a operação, como todo governo sério e sem interesses escusos. Dilma não mandou o exército ou qualquer ajuda humanitária, como normalmente fazem os governos nesses casos. Se resumiu a sobrevoar a área e mantém um silêncio ensurdecedor.
 
CONCLUSÃO: O CULPADO DA TRAGÉDIA DE MARIANA É O GOVERNO DE MINAS GERAIS, QUE SE OMITIU NA FISCALIZAÇÃO DAS OBRAS E OPERAÇÕES DAS MINERADORAS, FAVORECENDO SEU “CLIENTE” QUE FINANCIOU SEU PARTIDO.
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