Petistas e tucanos são como cornos apaixonados, cada um com o encosto que merece. Saiba a diferença.

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Petistas e tucanos são como cornos apaixonados: são humilhados e desmoralizados publicamente, mas continuam defendendo sua paixão com unhas e dentes. Todos já viram sua mulher com outro(s) e alertaram sobre a traição, mas eles negam veementemente a realidade e ainda brigam com quem avisa. Alegam perseguição ou “bullying”. Não aceitam que falem tamanhos desatinos, pois creem piamente na santidade da amada.

Quando alguém vê um homem traído andando na rua, dá aquela risadinha de canto de boca e pensa “lá vem o chifrudo”. Ou coisas piores. Aqueles que realmente estudaram política de maneira aprofundada se comprazem na mesma galhofa quando veem petistas e tucanos se digladiando nas redes sociais e na vida real. Eis a realidade nua e crua: PT e PSDB prometeram acabar com a corrupção e fazer o Brasil avançar quando assumiram seus mandatos, assim como uma noiva promete ser fiel ao seu parceiro pelo resto de suas vidas. Falharam miseravelmente. Nos três casos, o resultado foi a traição e infidelidade a quem deu votos de confiança. Daí a parábola dos eleitores petistas e tucanos com os cornos.

Vou ser justo com os eleitores dos dois partidos: os cornos não são todos iguais. Cada esposa trai seu marido à sua maneira, e esse é o mote deste artigo. Apesar de todos serem humilhados publicamente, brigam avidamente para provar que a mulher do outro é mais perversa, visando a aliviar o próprio ego.

Então vamos lá: os parágrafos abaixo retratam de forma cômica as diferenças entre um eleitor traído pelo PSDB e outro pelo PT.

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O corno tucano sente muito orgulho de sua mulher, apesar das puladas de cerca que ele sabe que ocorrem. Ela cumpre com todas as obrigações conjugais: mantém as finanças da casa em ordem, é atenciosa com o marido, se veste e porta de maneira a não chamar a atenção e cuida da casa, mesmo que lentamente. As únicas queixas são a insistência em atrasar o pagamento da conta de água e as frequentes brigas com os professores da escola dos filhos. Sua sovinice rende diversas brigas com prestadores de serviços e empregados.

Tudo para manter as aparências e a boa reputação. Pois quando ninguém está vendo, ela se encontra com seus amantes e bota um par de chifres bem grande no marido. Mas para dar um ar de normalidade à relação, sempre está junto do marido nos eventos sociais e não dorme fora. Depois de tanto tempo juntos, ele sabe há um bom tempo, mas racionaliza. Ele se orgulha da discrição e “elegância” de sua esposa, pois muitos já alertaram das traições, mas não há provas concretas para incriminá-la.

Assim, acusa os delatores de mentirosos, dizendo que eles inventam fatos. Este corno se orgulha da finesse da amada e aceita mesmo assim, pois alega que seu amigo petista é traído de maneira escandalosa, acusando com prazer a vulgaridade de seu comportamento. O fato que ele desconhece foi o conluio que ela faz com as melhores amigas para guardar segredo de suas aventuras pelos próximos 25 anos. E o chifrudo tucano aceita a situação feliz, por achar que seu amigo petista é mais humilhado.


Por sua vez, o corno petista é mais aguerrido. Está sempre pronto a defender sua amada com unhas e dentes e justificar qualquer ato ou comportamento que ela pratique, por mais humilhante ou obsceno que seja. Ao contrário da mulher do tucano, a do petista não faz questão de esconder nada. Para ela, não há problemas em deixar marido e filhos em casa para viajar com amantes e todos sabem das suas inumeráveis puladas de cerca. Quando questionada, ela responde sem pestanejar: “a mulher do tucano também trai e todas as mulheres traem. Eu não inventei a traição!”.

Outra notável diferença reside nos cuidados com a família: com ela, falta tudo e a casa é uma bagunça. Ela gasta sem limites: as festas, viagens e orgias são prioridade, e ela endividou a família para bancar a farra. Outro gosto da mulher do petista é ajudar parentes que não trabalham com doações polpudas. Tudo por conta do chifrudo, para o qual não sobra um centavo e paga a conta. Mas ela tem boa lábia, e sabe usar de seu charme para enganar o touro e ele continuar com sua rotina de excessos e mentiras.

Devido ao estado deplorável da residência, o marido pediu para ela contratar alguém para fazer uma reforma, paga por ele. A esposa, muito esperta, pediu um orçamento para o empreiteiro e passou para o marido o dobro do valor, o qual foi fornecido. Ela torrou o dinheiro em noites com champanhe e caviar em motéis de luxo com o prestador de serviços. Alegava que estava em reuniões de trabalho e dizia que o amava.

Vários amigos conseguiram flagras dela com o amante, resultando um escândalo nacional. Para racionalizar, o corno falava que era montagem e que a mulher do tucano também traía, só que ninguém conseguia provar. Aconselhavam-no a se separar dela, mas ele se recusava pois não existia mulher melhor que ela no mundo. Dizia: “vou tirar ela e botar quem?”. No final, a obra ficou pela metade e ela pediu mais dinheiro.

Resumo da ópera: o corno petista leva chifres de forma escancarada, está falido e tem que se virar sozinho para cuidar da família. Vive sendo envergonhado pela conduta da mulher e é piada entre os vizinhos, mas acha isso normal porque todas as mulheres dos amigos traem. Acha que por sua mulher ser boa de papo, vale a pena se submeter a uma vida de dificuldades e humilhações, sempre defendendo a esposa infiel com unhas e dentes e culpando aqueles que lhe expõem a dura realidade por suas desgraças, ao invés de assumir que casou com a mulher errada.

A principal estratégia dos cornos petistas e tucanos é atacar a forma como o rival aceita seus chifres ao invés de atacar a traição de forma geral, pelos efeitos deletérios que causa no casamento e sociedade. Por que ao invés de ficarem vendo qual esposa é mais infiel, não tratam de cortar o mal pela raiz se divorciando? Traidores não merecem segunda chance, principalmente com tanta reincidência.

Agora troquemos traição por corrupção. E a pergunta que não quer calar é a seguinte:

Por que os petistas e tucanos não se divorciam de seus partidos do coração e buscam uma nova relação mais saudável ao invés de guerrearem para ver qual é mais corrupto?

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Uma ideia sobre “Petistas e tucanos são como cornos apaixonados, cada um com o encosto que merece. Saiba a diferença.

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