6 qualidades que exigem grande responsabilidade

As pessoas que se destacam na sociedade possuem 6 qualidades que podem gerar boas ou más consequências, conforme o uso que for feito. Elas são: riqueza material, poder, fama, inteligência, beleza física e comunicação. 

Para a maioria das pessoas, são vistas como bênçãos e/ou privilégios, mas para os mais esclarecidos, tratam-se de grandes responsabilidades. A moralidade de seu usufrutuário definirá se os frutos serão bons ou maus, e o destino de longo prazo de seu detentor. Muitas vezes, uma pessoa que está de posse de um destes seis privilégios pode se sentir mais autoconfiante do que realmente é, mas após algum tempo, os resultados virão de acordo com a qualidade das ações.

Uma pessoa rica ou que possua muitos bens tem grande responsabilidade em dar o melhor destino para estes recursos, pois tem a oportunidade de beneficiar muitas pessoas e contribuir para melhorar a sociedade. Por outro lado, se empregar os recursos apenas para satisfazer seus próprios desejos, causará sua própria ruína. Aquilo que foi um privilégio se torna autodestruição, se faltar a responsabilidade.

Um indivíduo poderoso, assim como o afortunado, possui grande responsabilidade sobre o emprego deste. Caso seja humilde e o utilize para beneficiar sua família, seus clientes, empregados, sócios de negócios e demais partes com quem se relaciona, colherá bons frutos. Caso deseje usar o poder de mando apenas para satisfação do próprio orgulho e das próprias vontades, este perecerá. O poder consiste de mais uma prova escorregadia.

A fama é perseguida por muitos, como forma de obter destaque social. Ela tem a característica especial de poder se mostrar boa ou ruim, a depender do caráter do indivíduo e da forma como foi obtida. De todos os benefícios, se mostra o mais passageiro e difícil de manter por longo tempo, pois uma má ação pode jogar a celebridade no ostracismo. Uma pessoa cuja presença seja muito valorizada em uma época pode ser rapidamente esquecida. Justamente por essa característica de transitoriedade e ausência de frutos por si só, a fama se mostra a mais ilusória de todas.

A inteligência é a bênção mais dependente da discrição e humildade, pois possui utilidades quase infinitas. Se for utilizada em obras úteis, se mostra de grande valia. Ela é a base de quase todo o progresso científico e tecnológico, como a melhoria da informática, medicamentos, construções e meios de transporte, tem grande valor, pois toda a inovação se inicia na mente humana. Por outro lado, quando aplicada em interesses escusos, como elaboração de leis que prejudicam a sociedade, esquemas de corrupção ou armas com grande potencial destrutivo, traz grandes prejuízos à sociedade e a seus detentores. A moralidade é a chave.

A beleza física é uma qualidade muito valorizada em nossa sociedade, especialmente a feminina. É fato inquestionável que pessoas bonitas recebem tratamento diferenciado em qualquer lugar que frequentem. Aí reside a prova: muitas pessoas, especialmente as mulheres, procuram obter benefícios materiais e sociais pelo abuso da boa aparência, procurando casamentos por interesse, destaque nos meios por onde andam, obtenção de benefícios e atenção de todos. A beleza se mostra quase indispensável em casamentos por interesse, sendo bastante utilizada pelos indivíduos de ambos os sexos. Mais uma vez, a moralidade é fundamental, pois o mau emprego da boa aparência pode trazer consequências nefastas, especialmente quando a pessoa ganha idade e ela declina. Pessoas que não cultivam outras qualidades além da beleza frequentemente terminam a vida em más condições materiais e psicológicas.

A comunicação e socialização se mostram dons importantes, pois possibilitam a união de pessoas para diversos fins. Artistas, políticos, religiosos, oradores, professores e pessoas populares dominam muito bem a arte da oratória e do bom relacionamento. Caso busquem a união em torno de um propósito edificante e saudável, seus benefícios serão imensos. Porém, se buscarem a divisão, o sectarismo e a satisfação do próprio ego, as consequências serão negativas para quem os segue e para si mesmos. Elas cativarão mais pelo exemplo do que pela retórica, e o uso responsável desta habilidade pode interferir fortemente no destino do indivíduo.

No jargão da contabilidade, todo ativo tem um passivo correspondente de de mesmo valor. Aplicando na vida real, pode-se dizer que todo dom, toda habilidade e toda benção têm como contrapartida uma responsabilidade pelo seu bom emprego. O resultado pode ser lucro ou prejuízo (moral).

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